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Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Parece que estou mesmo atrasada

Rapariga do Campo, 29.05.23

Conversei com uma vizinha e pelos vistos estou atrasada aqui pela terra. As pessoas da minha geração já estão, na sua maioria, casadas e com filhos. E eu aqui continuo: solteirona, sem rapaz à vista, a morar com os meus pais. Se na maioria do tempo este é um assunto que não me preocupa, outras vezes é um assunto que me entristece. Porque há momentos que gostava que a minha vida fosse ligeiramente diferente. Talvez com namorado, quase a casar, a ir viver com ele e posteriormente a planear a vinda de um filho.

Mas quis a vida que a minha vida fosse diferente. E neste momento moro com os meus pais, tenho uma rotina em que pode ser que um dia conheça alguém que se apaixone por mim e eu por ele. Pode ser que um dia tudo isto mude. Tenho outros objectivos em vista. As vidas não são nem podem ser comparáveis.

A rapidez das pessoas

Rapariga do Campo, 30.04.23

Saí das redes sociais há uns anos, mas devido ao meu trabalho tive que voltar a uma delas, e por isso criei uma nova conta apenas de cunho laboral. Há uns dias, por qualquer razão, deu-me para pesquisar pelos meus colegas da faculdade. Encontrei alguns e acabei por andar a "cuscar" as suas publicações, outros são como eu e têm o perfil privado. Mas o ponto fulcral é: a rapidez com que mudam de relação amorosa é extraordinária. Não saí assim há tanto tempo tempo para que as relações deles tenham terminado e eles já estejam noutra há quase metade do tempo que eu saí de lá.

Não consigo compreender este tipo de mudanças. Talvez seja eu que sou demasiado esquisita, ou sou demasiado feia para ninguém se interessar por mim, ou então não sou nem pareço ser interessante para haver aproximação de rapazes.

A paciência

Rapariga do Campo, 26.03.23

Gosto de andar à vontade, sem pressões e sem me sentir observada naquilo que estou a fazer. Se estão a olhar para mim, podiam ser mais discretos.

É o que me tem acontecido no ginásio.

Desde há uns dias que tenho vindo a sentir-me observada por dois rapazes. Em certos momentos, quando um deles chega, até parece que vai verificar se eu estou num determinado sítio onde costumo estar àquela hora. Isto deixa-me quase sem vontade de lá meter os pés. Algo que não devia acontecer porque não lhes devo nada, aliás eu não os conheço de lado nenhum nem eles a mim.

Tudo isto, parece-me a mim, por causa de uns agachamentos que eles me viram fazer há uns dias. E desde aí parece que não param de olhar. Se calhar é só impressão minha, e é o que eu gostava que fosse porque se há algo que nunca gostei foi de me sentir observada.

Só me resta ganhar coragem para continuar a ir fazer os meus exercícios, até porque pago a mensalidade para alguma coisa; abstrair-me do que quer que exista à minha volta e de quaisquer olhares que possam haver, e não ligar a nada. Mas a paciência para estas coisas... essa... essa não é muita...

O que será feito dele?

Rapariga do Campo, 19.02.23

Passei o dia de ontem a fazer obras em casa com os meus pais mas o cansaço não me impediu de me deitar tarde para poder ver o último episódio do Masterchef. E ver ganhar aquela por quem eu tocia, a Sahima!

Só que esta manhã o meu cérebro decidiu pregar-me uma partida quando acordei: meteu-me uma pessoa no pensamento. Não sei a razão por que isso aconteceu, o que sei é que fiquei com a pulga atrás da orelha, como diz o ditado. Acordei a lembrar-me do primeiro rapaz de quem realmente gostei e ao qual nunca contei aquilo que senti por ele. Devíamos ter uns 12 ou 13 anos, coisa de crianças portanto. Depois dele, lembro-me de ter gostado de um rapaz da minha turma na altura do 9º ano, mas este que o meu cérebro foi buscar foi o primeiro que me fez sentir aquelas borboletas a voar no estômago e tudo aquilo que sentimos quando gostamos de alguém mais que uma simples amizade.

Lembro-me perfeitamente de como o conheci, nada teve a ver com a escola. Foi uma situação engraçada e é uma boa recordação que guardo uma vez que lhe perdi o rasto. Nunca fomos da mesma turma pois há uma ligeira diferença de idades e eu sempre andei um ano à frente, mudei de escola e a amizade perdeu-se.

Mesmo em redes sociais não o encontro, nunca mais o vi em lado nenhum. Já se passaram tantos anos que é possível que se tenha mudado para outro sítio, ou talvez se mantenha por cá mas nós nunca mais nos tenhamos encontrado.

Pode ser que os nossos caminhos se cruzem novamente e pode ser que falemos um com o outro se assim houver oportunidade. Senão, espero que ele esteja bem e tenha a felicidade e a saúde do lado dele, pois eram coisas que ele precisava.

E depois condenam-me. A mim e a quem está como eu

Rapariga do Campo, 12.02.23

Muitas vezes, em conversas com pessoas fora da minha vida, sejam colegas de trabalho ou pessoas de cursos que faço, há um sentimento de condenação para comigo, quase como se elas fossem um advogado de acusação, ou um juiz, e eu estivesse num tribunal, e não estivéssemos a ter uma simples conversa. Conversa essa que acaba por tomar um rumo que não gosto: o facto de eu com praticamente 30 anos morar com os meus pais.

Aparece o discurso de como eu não tenho vida própria, de como me acomodei e de como tenho a "papinha toda feita", e o "pois, assim não tens que fazer nada em casa, estás no bem bom". Fico a pensar se alguma vez foram visita em casa e eu é que nunca reparei, porque sabem lá essas pessoas o que é que eu faço ou deixo de fazer em casa. Isso só a mim e aos meus pais é que diz respeito. O que é certo é que me deixa triste quando vem de certas pessoas pelas quais nutro algum bom sentimento, algum carinho, elas dizem esse tipo de coisas. O sentimento cai logo por terra abaixo. Não é por morar com os meus pais aos 30 anos que significa que eu não faço nada ou que não sei fazer nada ou que não tenho vida. Tenho a vida que quero e faço o que me compete em casa. Não fico alapada no sofá.

No entanto, depois de ler um post do Sardinha Em Lata começo a pensar que se calhar este tipo de condenações vão ter que diminuir. Nós jovens podemos manter-nos em casa dos pais porque queremos mas pensem que também pode ser porque existe falta de oportunidade. Se o custo de vida está caro como é se sai de casa dos pais? Onde moro, longe mas ao mesmo tempo perto de Lisboa, as rendas não são a 1300-1500 euros, mas são a 800-900 euros. E o dinheiro para a comida? Cai do céu? Ou continua-se a ir comer a casa dos pais? Para isso continua-se a morar com eles. E nem se fala do resto das despesas. Acho que não vale a pena.

E falo eu que sou pessoa solteira e sem alguém com quem partilhar casa. Fartam-se de me dizer que assim não vou longe, que assim nunca vou arranjar namorado, que assim vou morrer sozinha. Ninguém pode falar do que não sabe. Não sabem nada sobre os meus objectivos de vida. Quem diz os meus diz sobre quem está em situações semelhantes à minha. As pessoas têm a mania de opinar sobre tudo, de se meter na vida, de mandar bitaites e acharem que são donas da razão. Acham que as coisas deviam acontecer como elas dizem. Eu até posso querer morar com os meus pais o resto da vida e ninguém tem nada a ver com isso. Se eu digo isto, cai logo o carmo e a trindade porque eu devia era arranjar namorado, e passear, e ter filhos. Mas e se eu não quiser? Da maneira que está o mundo, as casas caríssimas, como é que os jovens podem ter sonhos? Emigrando? Eu não quero emigrar e agora? Vou sair do país porque alguém que não é nada diz que é o melhor a fazer? Menos, por favor.

Sabem lá se eu não tenho intenções de agarrar numa corda, atá-la num sítio qualquer e ficar lá pendurada até alguém me encontrar inerte #ironia. Porém, não se sabe o que está na mente das pessoas, por isso cuidado com que se diz e com o tipo de acusações que se faz quando se diz "ainda moras com os pais porque assim não tens que fazer nada e estás no bem bom" e coisas do género.

Apaixonada

Rapariga do Campo, 21.01.23

Estou bastante apaixonada, só é pena ser por uma pessoa com idade para ser meu pai (na série) e ainda por cima... está morta. Eis Michael Landon! A minha paixão platónica  Porque se estivesse vivo teria idade para ser meu avô 

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Apaixonei-me por ele quando comecei a ver "Um anjo na Terra" na RTP Memória. Comecei já a série ia a meio da primeira ou da segunda temporada, não me recordo bem, mas não tenho perdido praticamente nenhum episódio. Se perco, vejo no dia seguinte na RTP Play no site da RTP. Além das mensagens que passa para a nossa vida ainda dá para divertir e desanuviar. É interessante como certos temas eram abordados nos anos 80.

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Pode ser que um dia decidam passar "Uma casa na pradaria", também com ele como protagonista. Nunca vi, sei apenas que é sobre uma família a viver no Oeste. Seria muito bom se a passassem na RTP Memória. Parece-me que era uma série igualmente interessante.

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Até lá vou vendo o "Um anjo na Terra" e lavando as vistas numa série com um homem que lá tem idade para ser meu pai e que ainda por cima está morto 

Quando?

Rapariga do Campo, 17.01.23

Bem sei que digo muitas vezes o velho ditado "Antes só que mal acompanhada", mas no fundo, pergunto-me quando é que me vai aparecer alguém com quem eu possa partilhar as minhas alegrias e também tristezas, e essa pessoa comigo. Com quem possa divertir-me, e ele comigo. Por mais que eu passeie, vou ao ginásio, vou a encontros de cursos que faço, mas ninguém aparece, ninguém se cruza no meu caminho. Só mulheres ou homens mais velhos. Até ao ponto de experimentar aplicações eu cheguei... e não é para mim, de todo! Será que tenho alguma coisa de errado? Serei assim tão feia fisicamente? Ou a minha energia é assim tão baixa que não atrai ninguém? Não encontro uma explicação. E não deve ser para encontrar... 

Até tenho vergonha em partilhar isto com as pessoas ao meu redor. Porque à minha volta ou estão comprometidos, ou estão casados, ou não me compreendem e dizem que o meu mal é não sair da minha bolha. Só que saio, vou ao ginásio e a cursos, e nada acontece. Por isso mais vale enfiar-me na minha carapaça, dizer a estas pessoas que estou bem assim, dizer-lhes o tal ditado e que quando o tal rapaz aparecer, apareceu. Que estas coisas não são forçadas e muito menos são como antigamente, em que se encontrava uma pessoa e pronto: amor à primeira vista e casamento eterno. Mais vale fazer-me de forte por fora, fingir que não sinto tristeza nenhuma e toda a gente fica contente. Afinal de contas meto uma boa máscara exterior e desta forma ninguém percebe como estão as coisas cá dentro.

Uma perda que dói... muito

Rapariga do Campo, 15.01.23

Era uma porquinha-da-Índia, alguém não teve condições para continuar com ela e pediram-nos se a podíamos adoptar. Aceitámos. E, no meu caso, afeiçoei-me bastante a ela. Durante quase quatro anos cá esteve ela com os seus guinchinhos a pedir a alface que ela adorava e agora... o seu tempo de vida chegou ao fim. Como acontece com todos nós. Para uns podia ser só um rato, para nós cá em casa era uma amiguinha que nos fazia companhia e que até nos fazia rir com certas coisas que ela fazia. Acredito que um dia nos iremos reencontrar tal como aos cães e cadelas que já perdi antes.

Porque para mim estas perdas também doem... muito até... são amizades que partem. Amizades mais fiéis que muitas pessoas.

Lembrou-se

Rapariga do Campo, 13.01.23

Tenho uma amiga que costuma estar dias, por vezes duas ou três semanas, sem me responder às mensagens. Não tem filhos, não tem marido. Diz que não tem namorado. Não compreendo a razão para não me responder às mensagens curtas que trocamos. Uns dias, é compreensível. Semanas? É exagero. Deixa-me preocupada e nem com as mensagens de preocupação ou chamadas ela se digna a responder-me. Desta vez decidi fazer o mesmo e paguei na mesma moeda. Estou praticamente desde o Natal ou quase desde o final de 2022 sem lhe dizer o que quer que seja. Há uns dias mandou mensagem na internet e ainda não lhe respondi. Pode ser que sinta o mesmo. Provavelmente deve começar a chamar-me vários nomes como é o mais normal nela quando as coisas não lhe correm como o previsto e quando as pessoas não lhe fazem o que ela quer. É a vida.

Aniversários

Rapariga do Campo, 29.12.22

Fiz anos e continuo a ficar surpreendida com algumas coisas. Bem sei que é época natalícia mas acho que se arranja um bocadinho de tempo ou não? Pessoas que dizem que me adoram não me telefonam nem me mandam mensagem, ou se mandam é uma mensagem curta. Ainda se dizem melhores amigos. Outras em que há uma relação quase nula, quase não falamos ao longo do ano a não ser em épocas festivas mas há visitas às casas dos familiares próximos, telefonam-me e há uma chamada de quase um quarto de hora. E depois há outros em que não há relação praticamente nenhuma, as mensagens são quase zero, pensava eu que se esqueciam e afinal acabo surpreendida: há mensagens longas ou engraçadas.

Este ano fiquei mesmo espantada. Negativamente com umas pessoas mas positivamente com outras. Não esperava mesmo as atitudes de umas mas por outro lado não estava mesmo à espera que outras pessoas se lembrassem do meu aniversário e isso sobrepõe-se ao resto e deixa-me bastante feliz e agradada. É sinal que sou minimamente importante. Já para aquelas que dizem que sou muito importante, nem fizeram o esforço de uma chamada. Só tiveram tempo de uma mini-mensagem. É a vida. Se calhar é para eu aprender alguma coisa.