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Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

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🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

O quarentão e o repetente

Rapariga do Campo, 03.06.22

Apareceu-me uma mensagem de um rapaz/homem de quase 39 anos no OkCupid. Eu tenho 28. Os meus pais têm 55. Nop. Não dá. Ainda por cima da Margem Sul, eu estou do lado norte e super longe de Lisboa portanto nunca daria. Logo, swipe left.

O perfil nem é mau de todo, mas não... É demasiada velhice para mim.

ps: estas diferenças fazem-me lembrar a Sara Barradas e o José Raposo mas sinceramente comigo não. Nem diferença de idade nem diferença de quilómetros.

 

Depois há o repetente. Um a quem eu tinha deixado de responder porque começou com perguntas demasiado pessoais logo no início; que pelos vistos até mora relativamente perto de mim mas eu não me lembrava; e que agora voltou a dar o ar de sua graça. Com uma conversa subtil e depois partindo logo para perguntas demasiado pessoais outra vez logo assim de caras.

Este deve estar desesperado. É pena porque até é de perto daqui, mas a pressa de querer saber pormenores da minha vida... Parece que não sabe primeiro ter uma conversa normal e então depois ir descobrindo as coisas.

Acho que lhe vou perguntar se é polícia  visto que só faz perguntas em vez de tentar fazer/criar uma conversa.

Acho engraçado

Rapariga do Campo, 27.05.22

Tem tempo para estar nas redes sociais mas não tem tempo para me atender o telemóvel e falar comigo cinco minutos. Dá a desculpa que tem que tratar da filha. É que nem para me responder às mensagens responde. Responde a uma e já vou com sorte. Dizia ela que nada ia mudar com o casamento, com o nascimento da filha... mas para os outros amigos, para as redes sociais tem havido tempo, agora para quem esteve sempre ao lado dela há mais de uma década... essa fica para trás.

"E será que você quer?"

Rapariga do Campo, 26.05.22

Finalmente tive coragem em desabafar sobre ele com a minha psicóloga, a chorar bastante, a libertar a dor que vai cá dentro e não devia. Afinal de contas já passou tanto tempo e nunca houve nada. Como ela diz, foi uma fantasia. E que fantasia...

Contei também que me meti naquelas aplicações para conhecer pessoas a ver se esqueço o dito rapaz. Era mais fácil apanhar uma bebedeira, mas no dia seguinte acordava com uma grande ressaca por isso não valia a pena. Só que não tenho paciência para aquelas pessoas, para conversas de chacha. Esqueci-me de lhe dizer que neste tipo de coisas eu sinto-me quase obrigada a responder só porque sim, porque basicamente estou a "obrigar-me" a tentar arranjar uma relação. Fica para a próxima consulta.

Diz-me ela que tenho que meter conversa com as pessoas do ginásio. Quando não conseguir fazer algo pedir ajuda a algum rapaz, por exemplo. Mas eu disse-lhe que não tinha jeito para essa coisas de meter conversa com as pessoas, e ela logo atirou que eu tenho que começar por algum lado porque só conhecendo outras pessoas é que ultrapasso a desilusão que tive com o outro rapaz. "Pois", disse eu.

"E será que você quer?", perguntou-me ela.

Não faço ideia. Disse-me que podia até combinar um café com ele só para ver como reagiamos um com o outro, já que até chegou a haver alguma química embora nunca tenha havido nada físico entre nós. Mas tenho medo, tenho receio do que possa acontecer. Por outro lado, quero combinar algo com ele, dar-lhe um abraço, sentir os braços dele à minha volta, sentir o perfume dele. Sei lá, acho que só quero tê-lo perto de mim como não tenho há tanto tempo. Não sei...

Já não sei nada. Já não percebo nada de mim mesma, do que sinto ou deixo de sentir. Acho que estou cada vez mais confusa. O que será que eu quero?

Inconstância

Rapariga do Campo, 24.05.22

Estou a ser uma pessoa inconstante e isto está a irritar-me. Voltei ao OkCupid, talvez para tentar esquecer que me lembrei do rapaz pelo qual fui (ou será que ainda sou?) demasiadamente apaixonada. Há pessoas que bebem para esquecer, eu volto a aplicações nas quais não acredito. Se calhar devia acreditar. O filho de uma colega minha encontrou a namorada através de uma aplicação. Pode ser que eu também tenha essa sorte. A ver vamos.

Ainda não falei sobre este assunto com a minha psicóloga. Sobre as aplicações sim, mas sobre o dito rapaz não. Acho que por vergonha, talvez. O que é certo é que aquele rapaz veio bater-me à porta - coração, mente, cabeça ou lembrança - outra vez, e não entendo o porquê. Estive algum tempo em paz e agora do nada cá está ele novamente a "atormentar-me". E a fazer-me voltar a aplicações, a conhecer pessoas em que algumas delas só estão interessadas em outras coisas e nada de sério para a vida. Não gosto disto. A sério que não gosto. Não gosto de ir embora e depois voltar a esta aplicação. Não gosto de não ter coragem de desabafar com a minha psicóloga sobre assuntos que devia falar. Não gosto desta inconstância.

Sobre querer ser o centro das atenções

Rapariga do Campo, 22.05.22

Fiz uma formação online. Tive uma colega que era uma faladora. Sempre que tinha oportunidade falava a dizer alguma coisa, muitas vezes irrelevantes - para mim. Quando o professor não comentava aquilo que ela tinha dito, ela ficava com uma ar de "então e o que eu disse?". Outras vezes acontecia outra/o colega fazer um qualquer comentário qualquer e o professor via ali uma porta para um assunto importante a ser falado. E esta colega fica com um ar que não consigo descrever mas que talvez seja desânimo por não ter sido ela a fazer tal comentário, como se isso não lhe trouxesse prestígio ou reconhecimento.

No final da formação, de 8 dias, ela quis fazer o seu balanço pessoal e afirmou que não conseguia fazer aquilo para que serviu a formação em uma hora mas que levava três ou mais horas. Disse isto de uma forma muito desanimada, muito triste, só faltava chorar. Acrescentou que tinha que consultar muitas vezes os apontamentos, o manual e os vídeos das aulas, não conseguia olhar e fazer logo a análise de uma forma rápida e que isso a deixava triste porque se sentia atrasada em relação a outros colegas. Mas depois o professor disse-lhe que era perfeitamente normal, ele próprio quando começou levou muito tempo a conseguir fazer essa análise de uma forma rápida, e que inicialmente ele levava também horas a fazê-la e ela não podia esperar que ao fim de 8 dias de formação ter a experiência dele (uma coisa pouca de quase 25 anos). E aí ela acenou que sim com a cabeça mas com um ar de carneiro mal morto, como diz o ditado.

Eu até gostei dela, fiz alguns trabalhos com ela. Mas também fiquei com a sensação de que havia momentos em que parecia que ela queria ser o centro das atenções. Como se só ela se estivesse a esforçar-se na formação e a estudar sobre a matéria. Ela falava, colocava dúvidas, e penso que chegou a um momento que os restantes colegas deixaram de colocar dúvidas porque ela era sempre a primeira e quase não deixava mais ninguém falar, acabava por ocupar quase todo o tempo que era dedicado às questões que tínhamos. Eu própria senti isso. Só coloquei perguntas que tinha numa aula em que ela não apareceu, nas outras em que tentei fazê-lo ela conseguiu antes de mim e depois acabava por já não haver muito mais tempo para muitas dúvidas.

Enfim, a formação acabou e é muito provável que não volte a ter contacto com aquelas pessoas. Tenho pena de uma ou outra, até mesmo desta colega porque ela até é simpática. Mas não vou ter saudades de ela quase não deixar as pessoas falarem nem de a ver interromper o professor de vez em quando.

No meio de galinhas

Rapariga do Campo, 07.05.22

Às vezes acho que trabalho no meio de galinhas e cuja maioria quer chegar ao poleiro, lugar onde nunca vão conseguir porque não têm estudos suficientes para tal. Palavras da minha chefe.

Por coisas mínimas fazem tempestades em copos de água. Outras vezes não querem dar a cara aos utilizadores com receio de ficarem mal vistas, mas o meu local já pode dar a cara. Se formos nós já não há problema nenhum.

Outras vezes são discussões em reuniões entre pessoas que não têm nada a ver com os assuntos, e falam como se tivessem metrelhadoras nas mãos não deixando sequer a outra pessoa defender-se ou dizer o que quer que seja. Isto porque são à distância, se fosse cara a cara se calhar a história era diferente.

Intrigas e mais intrigas. Imagino o mal que dizem nas costas umas das outras mas na frente são só sorrisinhos, abracinhos e beijinhos. Principalmente sobre uma das minhas colegas, a que eu mais gosto naquele local específico.

Para quê tanta falsidade e maldade? Tanta ânsia de poder, de querer mandar, de querer tudo de determinada maneira, de não aceitar opiniões. Acho que o facto de ser um departamento constituído por 95% de mulheres é o que faz com que haja tanta inveja. É sabido que, generalizando a coisa, as mulheres têm inveja umas das outras, e ali... uiiiiiii, o que não falta é inveja e mau agoiro.

Não tenho paciência para intrigas, bisbilhotices, fofocas. Falam, eu ouço, posso comentar qualquer coisa, mas sinceramente não tenho interesse nestes assuntos, em saber porque é uma pessoa subiu de posto e outra não... Não me interessa. Subiu, subiu, pronto. Foi "Factor C"? Talvez. Foi por política? Talvez. Então têm bom remédio, metam-se nisso também e pode ser que lá cheguem. Ou então vão estudar qualquer coisa, tirar um curso superior qualquer relacionado e pode que subam. Agora criar intrigas por coisas de nada? Isso é demais.

Vida social

Rapariga do Campo, 28.04.22

A minha psicóloga deu-me como trabalho de casa pensar na minha vida social até à próxima sessão. "Fácil". É praticamente inexistente. Quase nula. Há o trabalho, o ginásio. E pronto. Inscrevi-me no ginásio com o objectivo de socializar mas até agora pouco ou nada o fiz. Primeiro porque sou de poucas falas e não consigo chegar-me à frente, e depois talvez porque me acham estranha por eu fazer exercício de máscara quando mais ninguém está lá com a dita "amiga" na cara.

Vai ser um trabalho interior árduo porque, sinceramente, as amizades com quem mais tenho ligação estão a quilómetros de distância e é complicado ter contacto físico diário ou mesmo semanal com elas, daí a minha vida social ser escassa.

Sim, é triste. Sim dói. E sim, custa não ter amigos. A amiga mais próxima acabou de ser mãe, já antes tínhamos pouco contacto então agora ele ainda vai reduzir mais...

É uma questão de trabalhar nisto aos poucos, ainda tenho tempo até à próxima sessão. Pode ser que entretanto aconteça algo de interessante na minha vida que é tão parada e monótona.

Saudades, infelizes

Rapariga do Campo, 22.04.22

Estou com saudades de abraços masculinos. Principalmente de dois abraços específicos de dois rapazes com os quais não falo praticamente desde que acabei a faculdade. De um então nem se fala, infelizmente. Só que são coisas do passado que não vale a pena relembrar. A vida é mesmo assim, e há coisas que têm mesmo que ficar lá atrás, embora existam momentos em que seja complicado e em que estas saudades que não deviam aparecer.

Agora ando no ginásio e "aprecio" os seres masculinos que lá andam. Pode soar mal mas é verdade. Pensava que já tinha ultrapassado isto mas parece que não. Tenho que fazer umas meditações a ver se isto passa. Entretanto pode ser que algum rapaz de lá me conquiste. Sabe-se lá...

20 cêntimos aqui, 20 acolá...

Rapariga do Campo, 11.04.22

Fui a um supermercado de uma cadeia grande, beeem grande, e se calhar é graças a estas artimanhas que fazem milhões. Dirigi-me ao corredor do material escolar em busca de uns simples lápis de carvão, trouxe uns de 0,99 cêntimos. Chego à caixa e senhora pede-me 1,19 euros, "Mas lá estava 0,99 cêntimos" disse-lhe eu. Chamou uma colega, que demorou bastante tempo a chegar, quando chegou nem um simples bom dia me disse e mal ouviu a minha explicação. Fiquei a pensar que naquele supermercado deve ser costume haver enganos destes e já não ser preciso haver explicações da parte do cliente. Tirou o papel do preço da prateleira e disse à colega da caixa que era erro do código de barras. Nem um pedido de desculpas me dirigiu, para juntar à falta do bom dia.

Passo para o balcão central. A senhora que lá estava é que acaba por fazer a minha conta, com um ar chateado como quem diz "Não custava nada ter dado mais 0,20 cêntimos e pronto, esta situação toda era desnecessária". Pago e venho embora. O pedido de desculpas pelo incómodo e pela demora? Ah pois, não existiu. É pena eu não pertencer a uma fiscalização à paisana.

Se eu tivesse feito outras compras juntamente com aqueles míseros lápis de carvão possivelmente não teria dado pelo engano, ou se calhar até teria porque às vezes verifico os valores das coisas ainda antes de sair do supermercado, já que enquanto as arrumo no carrinho não consigo olhar para o ecrã - prezo quem o consiga fazer.

Neste caso tenho pena da má educação e da falta de cordialidade daqueles funcionários específicos. Perdi ali cerca de 10-15 minutos e não foram capazes de pedir desculpa pelo engano e pelo tempo perdido à espera. Parece-me que é assim que eles facturam milhões... com estes "enganos inocentes". Porque não, eu não podia dar os 0,20 cêntimos que faltavam quando na prateleira estava exposto 0,99 cêntimos e não 1,19 euros. Nesta altura do campeonato 0,20 cêntimos aqui, mais 0,20 cêntimos acolá, é dinheiro.

O que lhe interessa?

Rapariga do Campo, 28.03.22

Não, ainda não fiz seis meses de trabalho. Sim, os meus chefes autorizaram que, mesmo assim, eu estivesse de férias. E qual é o mal?

Disse eu a um familiar que estava uns dias de férias, veio logo um "mas já lá estás há seis meses?". Não, não estou mas os chefes autorizaram, e depois?

Quando as marquei disseram-me que dias do ano anterior teriam que ser gozados até Abril. Assim fiz, marquei esses dias de forma a gozá-los antes de Abril. Mais tarde vêm dizer-me que afinal não posso gozá-los antes de fazer os seis meses de trabalho, já eu tinha coisas marcadas no dito período, mas que se os meus chefes autorizassem não havia problema eu gozar esses dias. E eu assim fiz. Falei com os chefes, pedi autorização e eles deram. Há algum mal nisso? Acho que não.

Não sei qual é o interesse de certas pessoas meterem-se tanto na vida alheia, neste caso na minha vida. O que é que lhes interessa se estou de férias, se não estou, onde estou de serviço ou onde deixo de estar, se já estou há seis meses ou há meia dúza de dias. Eu não ando sempre a perguntar os horários, férias, etc. Compreendo que me ajudem em certos aspectos mas penso que isso não dá o direito de se quererem meter na minha vida. Daqui a bocado querem saber a quantidade de vezes que vou à casa-de-banho e os litros de xixi que despejo da bexiga.