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Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Já não sinto

Rapariga do Campo, 03.12.22

Telefonei. Nem cinco minutos falámos uma vez que eu estava a trabalhar e tive que lhe desligar o telefone: praticamente na cara. É a vida. Uma colega chamou-me e o trabalho era prioritário. Mais tarde liguei de volta, não me atendeu. Quando me retribuiu de volta, estava eu ocupada, não tinha o telemóvel comigo. Retribuí e não atendeu nem voltou a ligar-me. Temos pena. Não houve conversa de aniversário para ninguém. Se não for assim também não falamos de maneira nenhuma visto que ele não desenvolve as mensagens que lhe mando.

Naquele curto espaço de tempo vi que a parvoíce continua, a estupidez continua, e qualquer sentimento que eu ainda poderia ter pelos vistos é inexistente. Felizmente é inexistente! Demorou mas finalmente aquilo que eu sentia percebi, graças àquela curta chamada, que já não sinto.

"E será que você quer?"

Rapariga do Campo, 26.05.22

Finalmente tive coragem em desabafar sobre ele com a minha psicóloga, a chorar bastante, a libertar a dor que vai cá dentro e não devia. Afinal de contas já passou tanto tempo e nunca houve nada. Como ela diz, foi uma fantasia. E que fantasia...

Contei também que me meti naquelas aplicações para conhecer pessoas a ver se esqueço o dito rapaz. Era mais fácil apanhar uma bebedeira, mas no dia seguinte acordava com uma grande ressaca por isso não valia a pena. Só que não tenho paciência para aquelas pessoas, para conversas de chacha. Esqueci-me de lhe dizer que neste tipo de coisas eu sinto-me quase obrigada a responder só porque sim, porque basicamente estou a "obrigar-me" a tentar arranjar uma relação. Fica para a próxima consulta.

Diz-me ela que tenho que meter conversa com as pessoas do ginásio. Quando não conseguir fazer algo pedir ajuda a algum rapaz, por exemplo. Mas eu disse-lhe que não tinha jeito para essa coisas de meter conversa com as pessoas, e ela logo atirou que eu tenho que começar por algum lado porque só conhecendo outras pessoas é que ultrapasso a desilusão que tive com o outro rapaz. "Pois", disse eu.

"E será que você quer?", perguntou-me ela.

Não faço ideia. Disse-me que podia até combinar um café com ele só para ver como reagiamos um com o outro, já que até chegou a haver alguma química embora nunca tenha havido nada físico entre nós. Mas tenho medo, tenho receio do que possa acontecer. Por outro lado, quero combinar algo com ele, dar-lhe um abraço, sentir os braços dele à minha volta, sentir o perfume dele. Sei lá, acho que só quero tê-lo perto de mim como não tenho há tanto tempo. Não sei...

Já não sei nada. Já não percebo nada de mim mesma, do que sinto ou deixo de sentir. Acho que estou cada vez mais confusa. O que será que eu quero?

Inconstância

Rapariga do Campo, 24.05.22

Estou a ser uma pessoa inconstante e isto está a irritar-me. Voltei ao OkCupid, talvez para tentar esquecer que me lembrei do rapaz pelo qual fui (ou será que ainda sou?) demasiadamente apaixonada. Há pessoas que bebem para esquecer, eu volto a aplicações nas quais não acredito. Se calhar devia acreditar. O filho de uma colega minha encontrou a namorada através de uma aplicação. Pode ser que eu também tenha essa sorte. A ver vamos.

Ainda não falei sobre este assunto com a minha psicóloga. Sobre as aplicações sim, mas sobre o dito rapaz não. Acho que por vergonha, talvez. O que é certo é que aquele rapaz veio bater-me à porta - coração, mente, cabeça ou lembrança - outra vez, e não entendo o porquê. Estive algum tempo em paz e agora do nada cá está ele novamente a "atormentar-me". E a fazer-me voltar a aplicações, a conhecer pessoas em que algumas delas só estão interessadas em outras coisas e nada de sério para a vida. Não gosto disto. A sério que não gosto. Não gosto de ir embora e depois voltar a esta aplicação. Não gosto de não ter coragem de desabafar com a minha psicóloga sobre assuntos que devia falar. Não gosto desta inconstância.

De repente

Rapariga do Campo, 25.01.22

No trabalho, de repente, ele entrou no meu pensamento e não saiu de lá.

Fui à casa de banho, lavei a cara. Debrucei-me nas minhas tarefas na esperança vã que ele desaparecesse da minha mente. Só que não saiu.

Aquela vozinha pequenina continuava lá dizendo "Vá, manda-lhe mensagem, tu queres saber dele, querer falar e desabafar com ele".

A minha psicóloga está sempre a dizer-me que se eu tenho vontade de fazer as coisas então eu devo fazê-las caso contrário vou ficar a remoer nos "ses" e isso vai fazer-me mal no futuro. Ela nem conhece esta história, talvez um dia eu tenha coragem de partilhar com ela.

E eu fiz. Mandei mensagem e para surpresa minha respondeu no momento. Falámos um pouco. Será que vamos meter conversa em dia ou será que ele vai deixar de responder como tantas vezes fazia antigamente? Não sei.

Veremos como corre. Espero, do fundo do coração, que os sentimentos profundos que outrora tive por ele não voltem. Amei-o tanto, tanto... demasiado, demasiado... Não posso nem devo continuar a alimentar isto. Eu estava tão bem antes dele aparecer na minha cabeça outra vez... estava tão bem e de repente...

Libertação

Rapariga do Campo, 04.12.21

Telefonei. Não o devia ter feito, mas era o aniversário. E eu lembro-me dos aniversários das pessoas que me são importantes mesmo que me tenham magoado de alguma forma.

Ouvi a voz. As saudades que eu tinha daquela voz.

Falámos. Metemos a conversa em dia. Fiquei feliz por saber que está bem.

Será que sentimentos voltaram? Às vezes parece que sim. Outras... que não.

Eu espero que não.

Há dores que deviam sarar depressa. Mas não saram. Não doem muito, só que quando se toca... há ali uma impressão pequenina.

Podiam ter acontecido coisas que tinham mudado o rumo desta história. Feliz ou infelizmente não aconteceram e não há nada que se possa fazer. 

E eu preciso que esta história toda saia definitivamente da minha vida. Que deixe de me atormentar. De dar cabo da minha cabeça. Do meu coração. Com urgência.

Preciso de me libertar.

O cérebro gosta de pregar partidas

Rapariga do Campo, 30.06.21

Ultimamente tenho tido algumas dores nos ombros devido ao trabalho que tenho que é bastante físico e às vezes pesado. Estou a ponderar seriamente em marcar uma massagem numa massagista que há aqui perto. Não é caro e pelo menos ajudaria-me a relaxar os músculos dos ombros e das costas... Se acordo a meio da noite, acordo tão cansada que parece que fui atropelada - salvo seja, felizmente nunca sofri um acidente desse género.

Deve ser por causa destas dores que o meu cérebro se lembrou de me pregar uma pequena partida e fez-me sonhar com alguém pelo qual fui em tempos demasiadamente apaixonada. Sonhei que por uma qualquer razão ele tinha vindo cá a casa, mas era uma casa bastante diferente da minha mas era onde eu morava com os meus pais. E ele estava a fazer-me uma massagem nos ombros estando eu sentada numa cadeira da cozinha. Acordei sem saber o que pensar. Aquela imagem levou-me até uns bons anos atrás onde ele me fazia isso: massagens nos meus ombros que me aliviavam as dores por eu passar demasiadas horas sentada ao computador. Aquelas mãos eram, e devem continuar a ser, maravilhosas. Pelo menos a fazer massagens nos ombros, porque noutros aspectos não faço a mínima ideia. Sortuda é a rapariga porque quem ele se apaixonar a sério.

Não sei porque a minha mente decidiu trazer aquele rapaz à minha memória. Sinceramente não tenho pensado nele nem no que senti por ele. Não falamos há meses, desactivei as minhas redes sociais o que faz com que eu não saiba de nada sobre ele ou sobre outras pessoas que em tempos me foram importantes. Não entendo, mas provavelmente não é para entender. Só sei que este mísero sonho que deveria ser insignificante me fez ficar com saudades daquela pessoa que foi tão importante para mim numa altura da minha vida. E não gosto destas saudades.

Já pensei que se calhar é o meu cérebro a dizer para lhe mandar mensagem a perguntar como ele está, mas por outro lado o mais provável é ele responder secamente ou nem sequer responder. Por isso mais vale ficar quieta. Por muito que me apeteça enviar-lhe uma mensagem a saber dele sei que isso irá abrir portas a sentimentos que não tenciono ter neste momento. O melhor é mesmo deixar-me estar sossegada no meu canto. Talvez daqui a uns tempos lhe diga qualquer coisa.

Daqui a nada já me esqueci disto e volta tudo ao normal.