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Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

"E será que você quer?"

Rapariga do Campo, 26.05.22

Finalmente tive coragem em desabafar sobre ele com a minha psicóloga, a chorar bastante, a libertar a dor que vai cá dentro e não devia. Afinal de contas já passou tanto tempo e nunca houve nada. Como ela diz, foi uma fantasia. E que fantasia...

Contei também que me meti naquelas aplicações para conhecer pessoas a ver se esqueço o dito rapaz. Era mais fácil apanhar uma bebedeira, mas no dia seguinte acordava com uma grande ressaca por isso não valia a pena. Só que não tenho paciência para aquelas pessoas, para conversas de chacha. Esqueci-me de lhe dizer que neste tipo de coisas eu sinto-me quase obrigada a responder só porque sim, porque basicamente estou a "obrigar-me" a tentar arranjar uma relação. Fica para a próxima consulta.

Diz-me ela que tenho que meter conversa com as pessoas do ginásio. Quando não conseguir fazer algo pedir ajuda a algum rapaz, por exemplo. Mas eu disse-lhe que não tinha jeito para essa coisas de meter conversa com as pessoas, e ela logo atirou que eu tenho que começar por algum lado porque só conhecendo outras pessoas é que ultrapasso a desilusão que tive com o outro rapaz. "Pois", disse eu.

"E será que você quer?", perguntou-me ela.

Não faço ideia. Disse-me que podia até combinar um café com ele só para ver como reagiamos um com o outro, já que até chegou a haver alguma química embora nunca tenha havido nada físico entre nós. Mas tenho medo, tenho receio do que possa acontecer. Por outro lado, quero combinar algo com ele, dar-lhe um abraço, sentir os braços dele à minha volta, sentir o perfume dele. Sei lá, acho que só quero tê-lo perto de mim como não tenho há tanto tempo. Não sei...

Já não sei nada. Já não percebo nada de mim mesma, do que sinto ou deixo de sentir. Acho que estou cada vez mais confusa. O que será que eu quero?

Inconstância

Rapariga do Campo, 24.05.22

Estou a ser uma pessoa inconstante e isto está a irritar-me. Voltei ao OkCupid, talvez para tentar esquecer que me lembrei do rapaz pelo qual fui (ou será que ainda sou?) demasiadamente apaixonada. Há pessoas que bebem para esquecer, eu volto a aplicações nas quais não acredito. Se calhar devia acreditar. O filho de uma colega minha encontrou a namorada através de uma aplicação. Pode ser que eu também tenha essa sorte. A ver vamos.

Ainda não falei sobre este assunto com a minha psicóloga. Sobre as aplicações sim, mas sobre o dito rapaz não. Acho que por vergonha, talvez. O que é certo é que aquele rapaz veio bater-me à porta - coração, mente, cabeça ou lembrança - outra vez, e não entendo o porquê. Estive algum tempo em paz e agora do nada cá está ele novamente a "atormentar-me". E a fazer-me voltar a aplicações, a conhecer pessoas em que algumas delas só estão interessadas em outras coisas e nada de sério para a vida. Não gosto disto. A sério que não gosto. Não gosto de ir embora e depois voltar a esta aplicação. Não gosto de não ter coragem de desabafar com a minha psicóloga sobre assuntos que devia falar. Não gosto desta inconstância.

Isto não é para mim

Rapariga do Campo, 19.02.22

Tive a feliz ou infeliz ideia de recriar conta no OkCupid. Há uns tempos fiz isso e a coisa não tinha corrido muito bem, o rapaz pelo qual me interessei e ele por mim (pelo que ele dizia) deixou de me responder.

Estou para ver como vai correr desta vez, criei a conta há uns 3 dias e já não tenho paciência. Mas já que na vida real a única pessoa de jeito que me apareceu à frente nos últimos tempos foi o padre que está a estagiar na paróquia destes lados, tenho que fazer um esforço... Pode ser que entretanto apareça na aplicação alguém destas terras e não só lisboetas, nortenhos, alentejanos, e até americanos, canadianos e autralianos. Tenho que voltar a explorar aquilo para reduzir o raio de influência, se tiver pachorra. Uma coisa que não percebo é porque é que eles escrevem as suas descrições em inglês se estão em Portugal. Isso é que me "chateia".

Um rapaz com quem já troquei meia dúzia de mensagens faz perguntas, eu respondo de forma a dar seguimento à conversa e ele o que faz? Muda completamente o rumo fazendo outra pergunta em vez de seguir a conversa. Tipo...  deve ser polícia a fazer interrogatório. 

Acho que no meu caso, não sei bem se este tipo de coisas funcionam... Começo a pensar que para mim tem que ser à moda antiga, conhecer o rapaz por alguma eventualidade, criar amizade e então a coisa dar-se. Como aconteceu nas desilusões que tive no passado. E que espero não voltar a ter.

Partidas do cérebro, outra vez

Rapariga do Campo, 17.09.21

Há algum tempo que não sonhava com uma pessoa que em tempos foi bastante importante para mim, a última vez foi há três meses. Vendo bem, foi há pouco tempo... Só que aconteceu esta noite, novamente, e é um misto de sentimentos. Se por um lado gostei do que sonhei por outro não gosto que isto tenha acontecido. É sinal que, feliz ou infelizmente, aquele rapaz ainda está presente no meu subconsciente.

Não sei por que razão isto aconteceu. Não falo com ele há imenso tempo, deixei de ter redes sociais pelo que também não faço ideia do que é feito dele. Gostava de saber o porquê disto ter acontecido mas não há forma de saber. Também gostava de lhe contar isto mas não o vou fazer. É dar demasiada importância a algo que não pode nem deve ter significado. Porém, só o facto de estar a escrever isto mostra que este simples sonho me diz alguma coisa, mas não faz mal. É escrever para tirar da cabeça. Ou não. Vamos ver.

Disse essa pessoa no sonho, através de mensagem, que tem saudades minhas. Será que na realidade é mesmo assim? Se for, porque não me diz alguma coisa? Vistas bem as coisas, sou sempre eu a ter que dar o braço a torcer e ser a primeira a contactar as pessoas que, supostamente, são minhas amigas. Caso contrário ninguém me diz nada e depois vem o discurso de estarem muito ocupadas e de não dizerem nada a ninguém. Claro.

Agora não sei o que pensar sobre este sonho. Será que devo mandar mensagem a saber como está sem mencionar, obviamente, o sonho? Afinal de contas continuo a gostar dele, foi com ele que tive grandes momentos que nunca teria vivido naquela época se ele não tivesse aparecido. Ou será que é melhor ficar quieta não vão sentimentos voltar ao de cima fazendo-me sofrer novamente? Mais vale fazer como há meses atrás, ficar quieta no meu canto e não abrir a porta a sentimentos.

É uma decisão complicada para mim. Sinceramente, o que eu queria e preferia era que o meu cérebro não tivesse tido a ideia de me pregar esta partida, outra vez.

O cérebro gosta de pregar partidas

Rapariga do Campo, 30.06.21

Ultimamente tenho tido algumas dores nos ombros devido ao trabalho que tenho que é bastante físico e às vezes pesado. Estou a ponderar seriamente em marcar uma massagem numa massagista que há aqui perto. Não é caro e pelo menos ajudaria-me a relaxar os músculos dos ombros e das costas... Se acordo a meio da noite, acordo tão cansada que parece que fui atropelada - salvo seja, felizmente nunca sofri um acidente desse género.

Deve ser por causa destas dores que o meu cérebro se lembrou de me pregar uma pequena partida e fez-me sonhar com alguém pelo qual fui em tempos demasiadamente apaixonada. Sonhei que por uma qualquer razão ele tinha vindo cá a casa, mas era uma casa bastante diferente da minha mas era onde eu morava com os meus pais. E ele estava a fazer-me uma massagem nos ombros estando eu sentada numa cadeira da cozinha. Acordei sem saber o que pensar. Aquela imagem levou-me até uns bons anos atrás onde ele me fazia isso: massagens nos meus ombros que me aliviavam as dores por eu passar demasiadas horas sentada ao computador. Aquelas mãos eram, e devem continuar a ser, maravilhosas. Pelo menos a fazer massagens nos ombros, porque noutros aspectos não faço a mínima ideia. Sortuda é a rapariga porque quem ele se apaixonar a sério.

Não sei porque a minha mente decidiu trazer aquele rapaz à minha memória. Sinceramente não tenho pensado nele nem no que senti por ele. Não falamos há meses, desactivei as minhas redes sociais o que faz com que eu não saiba de nada sobre ele ou sobre outras pessoas que em tempos me foram importantes. Não entendo, mas provavelmente não é para entender. Só sei que este mísero sonho que deveria ser insignificante me fez ficar com saudades daquela pessoa que foi tão importante para mim numa altura da minha vida. E não gosto destas saudades.

Já pensei que se calhar é o meu cérebro a dizer para lhe mandar mensagem a perguntar como ele está, mas por outro lado o mais provável é ele responder secamente ou nem sequer responder. Por isso mais vale ficar quieta. Por muito que me apeteça enviar-lhe uma mensagem a saber dele sei que isso irá abrir portas a sentimentos que não tenciono ter neste momento. O melhor é mesmo deixar-me estar sossegada no meu canto. Talvez daqui a uns tempos lhe diga qualquer coisa.

Daqui a nada já me esqueci disto e volta tudo ao normal.

Talvez um dia

Rapariga do Campo, 22.06.21

Podia ter-me inscrito no novo programa da TVI que vai estrear no início de Julho chamado "O Amor Acontece". Talvez assim desencalhasse  ou então não. Acho que o amor não acontece com prazos como querem fazer com os encontros entre os participantes em que "O primeiro encontro de cada casal deve durar, no mínimo, 24 horas e, no máximo, quatro dias". Até pode dar-se o caso de acontecer um click qualquer - coisa que já me aconteceu num espaço de tempo curto - mas com pressão de câmaras de filmar penso que a história é diferente.

Mas enfim! Fazer o quê? Já diz o ditado que cada um sabe de si, e Deus sabe de todos. Talvez um dia o amor também me aconteça. Só não será num programa de televisão de certeza.