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Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Sobre a falta de respeito e civismo

Rapariga do Campo, 08.09.22

Não queria julgar toda a gente porque há sempre a excepção que confirma a regra, mas já diz o ditado que o justo paga pelo pecador. E é isto que infelizmente tenho que fazer, julgar a juventude entre os 16 e os 20 e poucos anos como umas pessoas mal formadas, mal educadas, sem civismo, sem respeito pelas outras pessoas, que não pensam que as coisas podiam ser com elas, não se metem no lugar do outro, sabendo eu obviamente que não são todos assim. Também há adultos - falo neste post dele - mas na generalidade foram só jovens, ou serão crianças que se julgam que por serem maiores de idade são alguém na vida? Se calhar até são, mas pelas atitudes demonstradas, parece-me que ainda têm bastante a crescer mentalmente. Tal como eu também tenho que crescer em certos aspectos, claro.

 

Finalmente acabou a festa da minha terra. Odeio estes dias. Odeio esta festa. Gosto da terra mas odeio quando chega esta altura. É a constante passagem de pessoas na minha rua que em dias normais é praticamente deserta. São os carros que vêm aqui estacionar como se não existissem outras ruas onde os deixar - não que me incomode os carros aqui estarem, nada disso, o que me incomoda é o barulho que eles fazem, isso sim. São os miúdos a correrem de um lado para o outro aos gritos - este ano tive que ir à rua e chamá-los à atenção sobre os gritos histéricos que eles estavam a dar quase às 2h da manhã. Porque correr e rir é uma coisa, mas berrar é outra completamente diferente. Dois dos cinco pediram desculpa, com idades quase para serem meus filhos se tivesse sido mãe super nova, tinham 13-14 anos. Depois lá continuaram a brincadeira sem histerismos.

Mas este ano... este ano superou todas as expectativas negativas. Nunca pensei que uma coisa destas me viesse a acontecer. Felizmente, para esta gente, foi comigo e não com o meu pai, senão estavam bem tramados. Numa das noites apanhei dois rapazes - sem contar com os outros que não vi - a libertarem a sua bexiga contra a parede da minha casa, entre a parede e o carro. Apanhei-os literalmente com a dita cuja fora das calças quando abri a janela da sala. Se ficaram envergonhados não sei, mas lá pediram desculpa, que sabiam ser incorrecto. Um ainda teve a lata de dizer "Mas eu não atinji o carro". Só lhe respondi "Era melhor, acho que não és um cão". Depois fui apanhando outros. Um deles, mais tarde, até se deu ao trabalho de vir novamente pedir-me desculpa e perguntar se eu lhe arranjava um balde com água que ele despejava no chão. Era o que faltava, fosse pedir à organização, não sou eu que tenho que arranjar isso. Aliás, eu já tinha despejado uns bons baldes em cima daquele xixi todo. No entanto, agradeci-lhe a atitude e disse-lhe que gostei que me tivesse vindo pedir uma segunda vez desculpa e que as atitudes ficam para quem as pratica, mesmo não despejando o balde a atitude por si só já é alguma coisa.

Um rapaz a quem também chamei a atenção sobre as paredes da minha casa não serem um wc é tão adulto que cada vez que passava por mim mandava-me "tomas" (🖕​). Acho isto incrivelmente adulto e só mostra como este rapaz é alguém que assume as atitudes que pratica (ironia para o caso de não entenderem).

Uma rapariga vomitou no chão mesmo em frente ao meu carro, vómito vermelho. Ou sangria ou vinho. Ou as duas coisas, e se calhar com cerveja. Sei lá. Se não aguentam para que é que abusam na bebida? Para se integrarem no grupo? Para parecerem fixes? Não consigo entender por muito que puxe pelo cérebro.

Um rapaz, a quem também chamei a atenção, mandou dois copos de plástico da cerveja para o chão e depois deu-lhes um pontapé. Não reparou que eu estava a ver. Perguntei-lhe se por acaso ele não conhece o significado de "caixote do lixo" e se em casa tem empregados. Estava com um grupo de amigos, sendo que uma das raparigas estava mal disposta, indiquei-lhe as casas de banho e que lá sempre era mais confortável do que estar sentada no chão, até porque vomitar para a sanita é mais fácil. Estes lá pediram desculpa, foram embora e não os vi mais.

Mais tarde houve até um homem que só faltou subir a minha varanda para me bater. Disse-me que se quissesse fazia ali contra a parede e não era eu que o impedia. E eu disse-lhe para fazer mas que eu não ia sair da minha janela. Fizeram vocês? Assim fez ele. Tanta garganta mas a acção ficou em casa.

A parte engraçada é que no local da festa há duas casas de banho, uma masculina e uma feminina. Eram 4 horas da manhã, vesti um fato de treino à pressa e fui falar com o responsável da festa sobre isto. Sim, porque esta situação toda de estar a servir de segurança à minha casa a "cães" de duas pernas passou-se entre as 2h30 e as 6h30 da manhã! Perguntei-lhe se não havia sinalização para aquelas casas de banho ou se elas estavam fechadas. Diz ele que há, que estão abertas e limitou-se a pedir desculpa. Pois, não foi nas paredes dele que andaram a mijar, para falar bem e rápido. Estou para ver no ano que vem.

A sorte é que é preciso poupar água, porque a minha vontade era ter puxado a mangueira e ter mandado uma mangueirada no chão onde andaram a libertar as bexigas e na areia, também ao lado da minha casa onde também andaram a libertar líquido fisiológico, e deixar aquilo tudo molhado para não irem lá meter os pés. Com sorte podia ser que refrescasse as ideias a alguém, andavam tão à verão com a ventania que estava, assim ficavam mais fresquinhos. Mas contive-me dada a situação se seca que o país e a Europa atravessam.

 

Acho impressionante, pela negativa, como a juventude - generalizando, porque como já disse, a excepção confirma a regra - está a caminhar para a irresponsabilidade e a falta de respeito e empatia para com as outras pessoas. Durante as horas todas que estive "de guarda" apenas 2-3 jovens foram respeitosos, pediram desculpa e assumiram o erro. Se estavam a ser realmente sinceros não sei, pelo menos pareceram. Mas a grande maioria foi mal educada e com uma grande falta de civismo. Não sei se por culpa dos pais - pois na minha modesta opinião parece que actualmente, desde há algum tempo, as pessoas só têm filhos por ter, porque é bonito, porque "Oh meu Deus o que dirão de mim/nós se não tiver/tivermos filhos? " - se pela constante necessidade de fazer parte do grupo, de "seguir a carneirada", de ter medo de ser excluído se não fizer o que toda a gente faz. Parece-me que infelizmente as novas gerações se estão a perder na frieza da tecnologia e a esquecer a importância do calor humano.

 

Posso estar a parecer maníaca ou algo do género apenas por causa de uma simples festa, mas não é nada disso. Por mim podiam ter estado até às 6h30 a ouvir a música do DJ não-sei-quê, desde que não venham libertar a bexiga nas paredes da minha casa. Acho que ninguém gostava que fizessem isso nas paredes suas casas ou nas frentes/traseiras dos seus carros, ou estarei enganada?

Sobre a morte

Rapariga do Campo, 15.08.22

Morreu - não gosto da palavra faleceu, desculpem a brutidade - uma amiga pela qual eu tinha um grande carinho. Uma senhora de 83 anos, avó da minha melhor amiga. A última vez que falei com ela foi quando nasceu a minha sobrinha, ao telemóvel. Não a via há bastante tempo, com a saúde frágil como ela tinha, trabalhando eu ao atendimento ao público, juntando o vírus que ainda aí anda... tive receio de lhe transmitir alguma coisa. Agora arrependo-me de não ter ido visitá-la nem que tivesse sido apenas à porta da casa dela, à distância.

Gostava, e continuo a gostar, como se de uma avó se tratasse. Ela sempre me tratou bem, abraçava-me e tratava-me com um grande carinho, dizia-me que eu era uma netinha querida. Chorei quando li aquela mensagem logo de manhã: "A avó acabou de falecer, partiu em paz". Estava eu no trabalho e comecei a chorar. Porque tinha um grande carinho por aquela senhora, e não esperava que fosse já.

A minha melhor amiga foi acusada de insensível porque não estava a chorar aos prantos. Na minha opinião, a dor não se mede pelo choro. A mãe dela achou a partida demasiado cedo, quando a senhora já tinha 83 anos e já estava debilitada, já lhe custava e se cansava bastante a andar. Estava perto de precisar de uma bengala. Algo que ela não queria usar.

A morte é muito chata, é má quando chega demasiado cedo, e igualmente má quando vem tarde, mas neste caso ela estava a começar a sofrer e foi feita a vontade dela: não ficar dependente nem agarrada a uma cama. Só resta aceitar que numa certa idade a hora chega e é melhor assim do que ver a pessoa sofrer. Falo por experiência própria. Há 12 anos perdi uma avó que ficou algum tempo acamada devido a um AVC. Não falava, não sabíamos se nos reconhecia pois quando a íamos visitar não reagia de forma alguma, nem um simples som nem um pequeno mexer da mão. Não sabíamos sequer se tinha dores. Estava simplesmente ali fisicamente. Será que ainda estava mental ou espiritualmente? Tinha 78 anos. Há 4 anos perdi um avô que começou deixar de andar, de reconhecer as pessoas. Felizmente posso dizer que sempre me reconheceu quando eu o ia visitar. Mas já não era ele, o avô bem disposto e com piadas. Era um avô que chamava e perguntava por um irmão já falecido. Tinha 81 anos.

Quando um familiar, ou uma pessoa querida, morre com uma idade já avançada só nos resta aceitar. Custa muito, dói muito. Custou-me muito perder o meu avô, pois foi mais recente, eu era muito ligada a ele. Ia vê-lo todos os dias, mas a vida é mesmo assim. A lei da vida é serem os filhos/netos a enterrarem os pais/avós e não o contrário. É mais triste serem os pais a enterrar um filho. Não podemos ser egoístas e querer alguém connosco fisicamente se a pessoa não está bem, seja física ou mentalmente.

A morte é má, sim é. Mas a morte também traz paz e tira o sofrimento. Tanto à pessoa que está doente, a sofrer com dores, como aos familiares que estão a vê-la sofrer e muitas vezes não conseguem fazer nada para ajudar.

No meio de galinhas

Rapariga do Campo, 07.05.22

Às vezes acho que trabalho no meio de galinhas e cuja maioria quer chegar ao poleiro, lugar onde nunca vão conseguir porque não têm estudos suficientes para tal. Palavras da minha chefe.

Por coisas mínimas fazem tempestades em copos de água. Outras vezes não querem dar a cara aos utilizadores com receio de ficarem mal vistas, mas o meu local já pode dar a cara. Se formos nós já não há problema nenhum.

Outras vezes são discussões em reuniões entre pessoas que não têm nada a ver com os assuntos, e falam como se tivessem metrelhadoras nas mãos não deixando sequer a outra pessoa defender-se ou dizer o que quer que seja. Isto porque são à distância, se fosse cara a cara se calhar a história era diferente.

Intrigas e mais intrigas. Imagino o mal que dizem nas costas umas das outras mas na frente são só sorrisinhos, abracinhos e beijinhos. Principalmente sobre uma das minhas colegas, a que eu mais gosto naquele local específico.

Para quê tanta falsidade e maldade? Tanta ânsia de poder, de querer mandar, de querer tudo de determinada maneira, de não aceitar opiniões. Acho que o facto de ser um departamento constituído por 95% de mulheres é o que faz com que haja tanta inveja. É sabido que, generalizando a coisa, as mulheres têm inveja umas das outras, e ali... uiiiiiii, o que não falta é inveja e mau agoiro.

Não tenho paciência para intrigas, bisbilhotices, fofocas. Falam, eu ouço, posso comentar qualquer coisa, mas sinceramente não tenho interesse nestes assuntos, em saber porque é uma pessoa subiu de posto e outra não... Não me interessa. Subiu, subiu, pronto. Foi "Factor C"? Talvez. Foi por política? Talvez. Então têm bom remédio, metam-se nisso também e pode ser que lá cheguem. Ou então vão estudar qualquer coisa, tirar um curso superior qualquer relacionado e pode que subam. Agora criar intrigas por coisas de nada? Isso é demais.

Vida social

Rapariga do Campo, 28.04.22

A minha psicóloga deu-me como trabalho de casa pensar na minha vida social até à próxima sessão. "Fácil". É praticamente inexistente. Quase nula. Há o trabalho, o ginásio. E pronto. Inscrevi-me no ginásio com o objectivo de socializar mas até agora pouco ou nada o fiz. Primeiro porque sou de poucas falas e não consigo chegar-me à frente, e depois talvez porque me acham estranha por eu fazer exercício de máscara quando mais ninguém está lá com a dita "amiga" na cara.

Vai ser um trabalho interior árduo porque, sinceramente, as amizades com quem mais tenho ligação estão a quilómetros de distância e é complicado ter contacto físico diário ou mesmo semanal com elas, daí a minha vida social ser escassa.

Sim, é triste. Sim dói. E sim, custa não ter amigos. A amiga mais próxima acabou de ser mãe, já antes tínhamos pouco contacto então agora ele ainda vai reduzir mais...

É uma questão de trabalhar nisto aos poucos, ainda tenho tempo até à próxima sessão. Pode ser que entretanto aconteça algo de interessante na minha vida que é tão parada e monótona.

Saudades, infelizes

Rapariga do Campo, 22.04.22

Estou com saudades de abraços masculinos. Principalmente de dois abraços específicos de dois rapazes com os quais não falo praticamente desde que acabei a faculdade. De um então nem se fala, infelizmente. Só que são coisas do passado que não vale a pena relembrar. A vida é mesmo assim, e há coisas que têm mesmo que ficar lá atrás, embora existam momentos em que seja complicado e em que estas saudades que não deviam aparecer.

Agora ando no ginásio e "aprecio" os seres masculinos que lá andam. Pode soar mal mas é verdade. Pensava que já tinha ultrapassado isto mas parece que não. Tenho que fazer umas meditações a ver se isto passa. Entretanto pode ser que algum rapaz de lá me conquiste. Sabe-se lá...

O que lhe interessa?

Rapariga do Campo, 28.03.22

Não, ainda não fiz seis meses de trabalho. Sim, os meus chefes autorizaram que, mesmo assim, eu estivesse de férias. E qual é o mal?

Disse eu a um familiar que estava uns dias de férias, veio logo um "mas já lá estás há seis meses?". Não, não estou mas os chefes autorizaram, e depois?

Quando as marquei disseram-me que dias do ano anterior teriam que ser gozados até Abril. Assim fiz, marquei esses dias de forma a gozá-los antes de Abril. Mais tarde vêm dizer-me que afinal não posso gozá-los antes de fazer os seis meses de trabalho, já eu tinha coisas marcadas no dito período, mas que se os meus chefes autorizassem não havia problema eu gozar esses dias. E eu assim fiz. Falei com os chefes, pedi autorização e eles deram. Há algum mal nisso? Acho que não.

Não sei qual é o interesse de certas pessoas meterem-se tanto na vida alheia, neste caso na minha vida. O que é que lhes interessa se estou de férias, se não estou, onde estou de serviço ou onde deixo de estar, se já estou há seis meses ou há meia dúza de dias. Eu não ando sempre a perguntar os horários, férias, etc. Compreendo que me ajudem em certos aspectos mas penso que isso não dá o direito de se quererem meter na minha vida. Daqui a bocado querem saber a quantidade de vezes que vou à casa-de-banho e os litros de xixi que despejo da bexiga.

Isto não é para mim

Rapariga do Campo, 19.02.22

Tive a feliz ou infeliz ideia de recriar conta no OkCupid. Há uns tempos fiz isso e a coisa não tinha corrido muito bem, o rapaz pelo qual me interessei e ele por mim (pelo que ele dizia) deixou de me responder.

Estou para ver como vai correr desta vez, criei a conta há uns 3 dias e já não tenho paciência. Mas já que na vida real a única pessoa de jeito que me apareceu à frente nos últimos tempos foi o padre que está a estagiar na paróquia destes lados, tenho que fazer um esforço... Pode ser que entretanto apareça na aplicação alguém destas terras e não só lisboetas, nortenhos, alentejanos, e até americanos, canadianos e autralianos. Tenho que voltar a explorar aquilo para reduzir o raio de influência, se tiver pachorra. Uma coisa que não percebo é porque é que eles escrevem as suas descrições em inglês se estão em Portugal. Isso é que me "chateia".

Um rapaz com quem já troquei meia dúzia de mensagens faz perguntas, eu respondo de forma a dar seguimento à conversa e ele o que faz? Muda completamente o rumo fazendo outra pergunta em vez de seguir a conversa. Tipo...  deve ser polícia a fazer interrogatório. 

Acho que no meu caso, não sei bem se este tipo de coisas funcionam... Começo a pensar que para mim tem que ser à moda antiga, conhecer o rapaz por alguma eventualidade, criar amizade e então a coisa dar-se. Como aconteceu nas desilusões que tive no passado. E que espero não voltar a ter.

Sim, vou ver. E sim, sou fã

Rapariga do Campo, 03.01.22

Antes de mais bom ano novo a quem me lê, seguidor ou não. Votos de saúde, prosperidade, sucesso e objectivos e/ou desejos concretizados neste 2022.

 

Vi praticamente toda a gala de estreia do Big Brother Famosos e não sei como consegui levantar-me hoje de manhã. Já não estou habituada a "noitadas". Depois de não ter seguido o último reality show embora soubesse os nomes de alguns dos concorrentes - até acertei na ordem de saída dos 5 finalistas sem seguir minimamente aquilo, até porque não tenho redes sociais - vou sim seguir este. Primeiro porque sim e segundo porque está lá uma pessoa odiada por muitos e adorada por outros: Bruno de Carvalho. Opiniões são opiniões, eu gosto dele, foi presidente do meu clube. Embora digam que não deu nada ao Sporting, ele trouxe sim vitórias nas modalidades, permitiu-nos a contrução do Pavilhão João Rocha. Enfim, cada um acha o que quer, eu sou fã dele por isso vou acompanhar.

Estão lá outras pessoas que também não desgosto como a Laura Galvão, Jardel, Kasha ou Nuno Homem de Sá. E outras que eu não fazia ideia de quem eram como o Jorge Guerreiro, Liliana Almeida ou Hugo Tabaco. Há pessoas para todos os gostos. Quem quiser que veja, quem não quiser que não veja. É simples. O que acho engraçado é que muita gente diz que não vê, que não gosta mas depois sabem tudo o que lá acontece. Ironia. Eu não gosto do programa "A Máscara" da SIC por isso, logicamente não sei o que lá se passa, vi um bocadinho, aquilo não me cativou minimamente, logo não me dou ao trabalho de ver. Mas muito boa gente diz que não gosta do Big Brother e no fim é só vê-los comentar o que lá acontece. Coerência.

Eu vou ver, quanto mais não seja para me distrair da realidade e talvez rir um pouco. Podem dizer que isso não vai acontecer, que vai ser só confusão. Se assim for, paciência. Problema meu.

Quando as minhas prioridades não são aquelas que os outros esperam que sejam

Rapariga do Campo, 29.11.21

Fui contar à minha avó sobre a mudança laboral na minha vida. Não me apetecia dadas as circunstâncias familiares, mas lá teve que ser e fiz esse esforço. Ela ficou contente mas depois disse:

 

- Pensava que era outra novidade.

- Não, não me vou casar. - Respondi.

- Mas podias ter namorado.

- Antes só que mal acompanhada, não tenho paciência para mim mesma quanto mais para outras pessoas principalmente rapazes.

 

Ficou a olhar para mim como se eu fosse um extraterrestre. Deve ser porque a minha prima de 18 anos namora com um suposto futebolista, e se calhar está prestes a casar. Felicidades para ela.

Quando o Universo quiser que a minha vida dê um salto e eu mude de estado civil logo colocará na minha rotina essa pessoa que virá alterar, para melhor, a minha vida. Já sofri muito no passado. Não me vou dar a qualquer um que apareça só para dizer que sou comprometida.

Lá porque há muitas pessoas que primeiro querem ser felizes com alguém e só depois com o trabalho, eu primeiro quero ter um trabalho que me faça feliz, estando no caminho para isso. Até posso estar errada em comparação às perpectivas dos outros, mas esta é a minha maneira de eu ver as coisas. E acredito que um dia irá aparecer aquele rapaz que me vai transbordar a felicidade que já irei ter quando ele aparecer. Até lá... Não dêem cabo da minha paciência.

Sobre roupa

Rapariga do Campo, 15.11.21

Hoje gastei algum dinheiro em roupa e num par de ténis. Futilidade? Talvez. Só que estava a precisar de variedade no guarda-roupa. Não ter só t-shirts básicas no armário. Ter varidade porque no meu novo trabalho não convém andar sempre com a mesma coisa como era no local antigo, t-shirts e ténis rafeiros. Precisava de um par de ténis decente, que não deixe entrar água, já que os únicos que tenho para sair decentemente são de pano. Geralmente odeio comprar roupa, uso o que tenho até não dar mais, até estar debotado, gasto ou roto. Mas neste caso foi uma necessidade para que os meus superiores gostem da minha apresentação e eu própria goste mais de me ver sem ser só com t-shirts simples e básicas.

Comprei umas roupinhas para bebé e gostei. Nunca na minha vida pensei que gostaria de comprar roupa para bebés. Não estou grávida e tão pouco tenho namorado. A minha melhor amiga sim, está à espera de bebé. Ainda não se sabe se é rapariga ou rapaz e por isso investi em roupa que dá para os dois lados. Espero que ela goste e que sirva ao bebé quando ele nascer.

Também deu para perceber que nas lojas a que fui, infelizmente, não há roupa para pessoas gordinhas. Eu não me considero gorda, também não sou magra, mas infelizmente os meus pais, por motivos de saúde, são gordinhos. Ambos tentam fazer caminhadas só que nem sempre conseguem. Mas o ponto é: naquelas lojas não havia grande roupa para pessoas gordinhas e o que havia não era bonito. Em termos de calças de ganga então... ui! Nem um parzinho de número grande, tudo pequeno. "Então têm bom remédio, emagreçam", pois é... era preciso que a quantidade de medicamentos e outros factores ajudassem... Queria mesmo ter comprado algo para eles, mas não deu. Fica para a próxima.

Enfim. Nunca me passou pela cabeça escrever sobre comprar roupa. Mas como este lugar é para escrever o que me apetecer então aqui está, um momento fútil e egoísta para recordar no meu futuro.