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Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Quando?

Rapariga do Campo, 17.01.23

Bem sei que digo muitas vezes o velho ditado "Antes só que mal acompanhada", mas no fundo, pergunto-me quando é que me vai aparecer alguém com quem eu possa partilhar as minhas alegrias e também tristezas, e essa pessoa comigo. Com quem possa divertir-me, e ele comigo. Por mais que eu passeie, vou ao ginásio, vou a encontros de cursos que faço, mas ninguém aparece, ninguém se cruza no meu caminho. Só mulheres ou homens mais velhos. Até ao ponto de experimentar aplicações eu cheguei... e não é para mim, de todo! Será que tenho alguma coisa de errado? Serei assim tão feia fisicamente? Ou a minha energia é assim tão baixa que não atrai ninguém? Não encontro uma explicação. E não deve ser para encontrar... 

Até tenho vergonha em partilhar isto com as pessoas ao meu redor. Porque à minha volta ou estão comprometidos, ou estão casados, ou não me compreendem e dizem que o meu mal é não sair da minha bolha. Só que saio, vou ao ginásio e a cursos, e nada acontece. Por isso mais vale enfiar-me na minha carapaça, dizer a estas pessoas que estou bem assim, dizer-lhes o tal ditado e que quando o tal rapaz aparecer, apareceu. Que estas coisas não são forçadas e muito menos são como antigamente, em que se encontrava uma pessoa e pronto: amor à primeira vista e casamento eterno. Mais vale fazer-me de forte por fora, fingir que não sinto tristeza nenhuma e toda a gente fica contente. Afinal de contas meto uma boa máscara exterior e desta forma ninguém percebe como estão as coisas cá dentro.

Amizades e redes sociais

Rapariga do Campo, 27.12.22

Dou graças por ter apagado as minhas redes sociais há algum tempo, não me lembro quanto. Dois anos, talvez mais? Descobri, por amigo meu, que uma amiga minha se tornou muito amiga de uma rapariga que era minha amiga e ambas não se davam muito bem. Nas costas diziam mal uma da outra. Agora acho que são só viagens juntas, com outro rapaz à mistura. Como as pessoas mudam. Mas esta minha amiga nunca me disse nada. Acho extraordinário como ela deve inventar desculpas nos momentos em que vai passear com eles e fica dias sem me responder. Nada contra, só acho que podia ser sincera se isto for realmente verdade. Uma vez disse que ficou de cama, que não tinha cabeça para o telemóvel, se calhar andou a passear e inventou essa desculpa. Se assim foi, mas podem ser coisas da minha cabeça, nunca pensei que ela fizesse isso, me mentisse. Espero mesmo que seja eu que estou a inventar.

Ao ter apagado as redes sociais não vejo essas viagens e não me sinto colocada de lado. Tentei manter muitas amizades mas não consegui, mas manter as redes sociais estava a fazer-me mal à saúde mental e por isso decidi apagar. Este meu amigo disse-me "Podias voltar a ter, não te fazia mal nenhum". Mas não me dei ao trabalho de explicar limitei-me a dizer "Pois, mas não era a mesma coisa" e fim da conversa. Para uma pessoa habituada a ter praticamente tudo duvido que ele fosse compreender. Tal como se chocou com o facto de os meus pais não me darem prenda de Natal provavelmente também se chocaria com a razão da minha saída das redes sociais. Assim não vejo vidas perfeitas, viagens, passeios e grupinhos. E eu aqui sozinha sem ninguém. Apenas eu e quem nunca me deixaria: os meus pais. Eles sim são as únicas pessoas verdadeiramente amigas e que nunca me abandonam.

Critiquem-me mas é a minha opinião

Rapariga do Campo, 10.12.22

Não há mérito quando apenas se joga à defesa. Isso não mostra coragem, não mostra espectáculo futebolístico para quem paga bilhete para ir ver um jogo a um estádio. Isso não é jogar à bola.

Não há mérito quando se está sempre a parar o jogo do adversário com faltas sem jeito nenhum, e em faltas graves o árbitro nem amarelo dá. E em mais graves ainda ele nem penalti assinala!

Um árbitro de nacionalidade de uma equipa que ainda está em competição. Como é possível?! Os árbitros destas competições deveriam ser de países isentos, países que não entraram na competição. Tipo Canadá, EUA, algo assim. Porque não?

E aquela compensação? O que é que foi aquilo? Oito minutos para a quantidade de paragens que houve? É que nem deixou passar mais um bocadinho de tempo para compensar qualquer coisa que tivesse acontecido naqueles míseros minutos.

Quanto ao seleccionador, meter o Ronaldo na segunda parte. Porquê? Custava assim tanto metê-lo a titular? Os portugueses sofrem de um mal crónico: dor de cotovelo. E em vez de apoiarem fazem o mais fácil: criticar. Porque quando não se consegue alcançar algo que outra pessoa tem é mais fácil criticá-la e invejá-la. E é o que a maioria tem feito, só oiço as pessoas de sítios por onde passo falarem mal dele, mas principalmente a comunicação social. Em vez de criar união só causam mau estar. Eu acho que ele devia ter jogado desde o começo. Não, a selecção não é só o Ronaldo. Sim, ganhámos 6 - 1 com a Suíça praticamente sem ele, mas isso também não é motivo para o meter de lado. E principalmente para andar a dizer mal dele a torto e a direito como foi nos últimos dias. É a minha opinião.

Para mim o que aconteceu hoje foi uma vergonha. Marrocos praticamente não jogou e não deixou Portugal jogar. A FIFA falhou ao colocar um árbitro argentino no nosso jogo. Mas o seleccionador também falhou. E nós também falhámos porque não conseguimos jogar contra duas equipas.

Negativismos

Rapariga do Campo, 08.12.22

Por vezes não tenho paciência e começo a calar-me. Não vá dizer alguma coisa que ofenda. Só sabem falar de assuntos tristes, temas negativos, em vez de falarem de coisas positivas e mais alegres. Houve uma hora de almoço em que o mote foi a operação de uma colega, tirou um sinal cujas análises vieram dizer que era maligno. Pronto. Estava dado o início à conversa sobre doenças. Era o marido de uma que tinha pontos negros nas costas com pus e que já tinha criado caroço e não queria ir ao médico ver aquilo. Era o sogro de outra com cancro não sei onde, com anemia. O filho com não sei o quê e que tem que fazer um tratamento ligado a uma máquina de não sei quanto em não sei quanto tempo. A repetição das mesmas coisas quase todos os dias. Como se não existissem mais coisas e mais alegres no mundo para falar. Nem que fosse do Ronaldo - outro assunto que já não posso ouvir mas que pelo menos não atrai coisas negativas para a nossa vida.

Já dei uma vez a minha opinião sobre isto, disse que estar sempre a falar de doenças e problemas de saúde só atrai mais do mesmo. Os meus pais, e eu mesma, também temos as nossas coisas e não estamos sempre a lamuriar-nos, aliás, evitamos falar disso exactamente porque acreditamos na lei da atracção e quanto mais falarmos mais atraímos. Portanto nesta casa falamos de coisas alegres. Mas naquele trabalho... naquelas horas de almoço... Meu Deus... só sabem falar de coisas tristes, de doenças, de vitimizações. Ainda se fosse de vez em quando, um desabafo. Mas não. São praticamente todos os dias as mesmas coisas e praticamente vindo da mesma pessoa. Gosto muito dela, mas fogo... começa a cansar... meto logo a minha mão no umbigo! Aprendi que ao taparmos o umbigo há menos hipóteses de energias negativas entrarem no nosso corpo por isso não custa nada tapá-lo com a mão quando estou a ouvi-la com lamúrias.

É que já não tenho mesmo paciência para este tipo de coisas. Quer dizer, na minha casa não falamos desses assuntos, e agora tenho que estar sempre a ouvi-los no trabalho diariamente? Por favor, haja respeito! Não é preciso estar sempre a bater na mesma tecla. Sejamos alegres e optimistas!

Quererei casar e ter filhos?

Rapariga do Campo, 19.11.22

Por vezes faço-me estas perguntas. Estou solteiríssima da vida, sem namorado e sem qualquer amizade com possível relação. No entanto meto-me a pensar que até gostava de casar, ser levada até ao altar pelo meu pai, dar-lhe esse gosto uma vez que sou filha única. Por outro lado, não gosto de ser o centro das atenções... Quem sabe o que acontecerá na minha vida?

Posteriormente, filhos. Ou filhas. Menino ou menina? Desde que venha com saúde, é o importante não é? Mas acho que preferia uma menina. Só que lá está, o mundo já está tão carregado de pessoas... Depois vejo bebés a passarem a vida ou no infantário ou com avós. Comigo acho que não seria assim. Eu esforçar-me-ia para conseguir um acordo com a minha entidade laboral para ter um horário mais curto para poder estar com a minha/meu bebé. O trabalho não viria primeiro. Pelo menos é o que eu digo agora que não estou na situação não é... Sei lá eu o futuro. Só sei que me derreto com bebés, mas não demonstro, não dou a parte fraca. Mas por dentro estou toda derretida e com vontade de apertar e agarrar. Só que não posso senão vêm com perguntas chatas que não tenho paciência para responder.

Mas que até gostava de dar um genro e um neto ou uma neta aos meus pais, lá isso gostava. Sim... acho que isso traria alegria para a minha vida, mas também para a vida deles. Um rapaz para a minha mãe conversar sobre o Ronaldo ou música, para o meu pai falar de filmes, e uma criança para os alegrar com os seus gritinhos, ao começar a andar, abracinhos, e restante alegria que uma criança traz.

Acho que estou demasiado melancólica... Ou estarei maternal por ter tido contacto com crianças pequenas nesta semana? Mas pode ser que tudo isto aconteça. Acho que gostava mesmo que sim.

Falta de disciplina

Rapariga do Campo, 05.11.22

Como é que mudo isto? Como? Se eu ao fim do dia venho cansada psicologicamente depois de um dia a "aturar" a minha chefe para quem as coisas quase nunca estão bem? Vou ao ginásio para limpar a mente e exercitar o corpo. Voltar a casa, banho, e tarefas domésticas.

Como é que tenho estofo mental e disciplina para as minhas actividades espirituais? Consegui disciplinar-me para meditar de manhã. Levantar-me bastante mais cedo para meditar e já não passo sem isso. Mas à noite... a procrastinação apodera-se de mim. Devia estudar a matéria que aprendo nas formações que faço sobre espiritualidade mas não. Meto-me a ver televisão, a novela que não é nada de jeito ou outros programas quaisquer. O único interessante é "O Anjo na Terra" na RTP Memória que acaba tardissimo, às 23h30, hora que eu já devia estar no sétimo sono. Mesmo assim adoro ver aquela série. Mas entre o fim do jantar e o início do episódio dava tempo para estudar. Só que não. A preguicite aguda leva-me até ao sofá em vez da disciplina ser mais forte e me levar até à secretária.

Isto vai ter que mudar. De alguma forma, vai ter que mudar. Preciso de mudar. Preciso de interiorizar tudo o que tenho aprendido, preciso de estudar ou estas formações não valerão de nada. O dinheiro foi investido para alguma coisa, e eu quero ajudar pessoas por isso tenho que meter as mãos na massa. Ninguém o fará por mim. Absolutamente ninguém.

Amizades

Rapariga do Campo, 31.10.22

Há amizades que vêm e vão. Existem outras antigas que achamos que são para sempre mas afinal se calhar não são assim tão eternas.

Tenho uma amiga que voltou à minha vida recentemente. Tinha "desaparecido" e por muito que eu tentasse manter o contacto ela parecia fugir, não me respondia como deve ser, parecia que respondia de forma a querer manter-se afastada. Agora percebi o porquê. Quando ela tentou retomar contacto comigo, eu fiz-lhe o mesmo. Respondi friamente, ela tinha sido seca, "quando eu quis falar contigo não quiseste, então agora pago na mesma moeda", pensei eu. A situação foi a mesma que a dela naquela altura: estávamos ambas com problemas do foro psicológico mas em momentos diferentes. Felizmente agora, após uns 2-3 anos de interregno retomámos o contacto e acredito que será para durar pois temos estado a desabafar bastante uma com a outra sobre estas situações psicológicas, entre outras coisas, e penso que temos bastante a aprender uma com a outra.

O mesmo não posso dizer de outra amiga, a minha suposta melhor amiga. Se a anterior está a uns 250km de mim, esta está a uns 30 e mal me fala. Não me responde às mensagens e não consigo entender o porquê. Desde que casou e desde que foi mãe, ainda nem há um ano, que tudo mudou. Algo que ela disse que nunca iria acontecer. Mas aconteceu. Demora a responder a mensagens, ou então nem sequer me responde. O que aconteceu na última vez.

Começo a ficar cansada. Primeiro foi quando se casou, e acabámos por resolver as coisas, ela disse que ia esforçar-se por não deixar a nossa amizade para trás até porque eu apareci antes que o marido dela. Agora é com a filha. Eu compreendo e obviamente aceito que a miúda precisa da mãe, mas não arranja 5 minutos, no tempo em que ela está a dormir, para me responder a uma simples mensagem a saber como ela está? Se calhar bem posso morrer que ela nem dá por isso. Eu é que já não tenho redes sociais, se tivesse se calhar via publicações, se calhar para isso já tem tempo. Prefiro nem saber.

O melhor mesmo é eu não perder mais tempo com isto. As relações, sejam elas de amizade ou amor, não podem ser feitas apenas por uma pessoa a lutar por elas. Gostava que esta fosse uma amizade eterna como sempre jurámos que seria. Mas parece que isso não vai acontecer. E não vai ser por falta de esforço da minha parte.

O que me vale é que tenho amigas de outro lado. Só tenho pena que estejam a mais de 80-100 km de distância, ou até mesmo 250km. Isso é que tenho pena. Paciência. A vida é assim.

Sobre a falta de respeito e civismo

Rapariga do Campo, 08.09.22

Não queria julgar toda a gente porque há sempre a excepção que confirma a regra, mas já diz o ditado que o justo paga pelo pecador. E é isto que infelizmente tenho que fazer, julgar a juventude entre os 16 e os 20 e poucos anos como umas pessoas mal formadas, mal educadas, sem civismo, sem respeito pelas outras pessoas, que não pensam que as coisas podiam ser com elas, não se metem no lugar do outro, sabendo eu obviamente que não são todos assim. Também há adultos - falo neste post dele - mas na generalidade foram só jovens, ou serão crianças que se julgam que por serem maiores de idade são alguém na vida? Se calhar até são, mas pelas atitudes demonstradas, parece-me que ainda têm bastante a crescer mentalmente. Tal como eu também tenho que crescer em certos aspectos, claro.

 

Finalmente acabou a festa da minha terra. Odeio estes dias. Odeio esta festa. Gosto da terra mas odeio quando chega esta altura. É a constante passagem de pessoas na minha rua que em dias normais é praticamente deserta. São os carros que vêm aqui estacionar como se não existissem outras ruas onde os deixar - não que me incomode os carros aqui estarem, nada disso, o que me incomoda é o barulho que eles fazem, isso sim. São os miúdos a correrem de um lado para o outro aos gritos - este ano tive que ir à rua e chamá-los à atenção sobre os gritos histéricos que eles estavam a dar quase às 2h da manhã. Porque correr e rir é uma coisa, mas berrar é outra completamente diferente. Dois dos cinco pediram desculpa, com idades quase para serem meus filhos se tivesse sido mãe super nova, tinham 13-14 anos. Depois lá continuaram a brincadeira sem histerismos.

Mas este ano... este ano superou todas as expectativas negativas. Nunca pensei que uma coisa destas me viesse a acontecer. Felizmente, para esta gente, foi comigo e não com o meu pai, senão estavam bem tramados. Numa das noites apanhei dois rapazes - sem contar com os outros que não vi - a libertarem a sua bexiga contra a parede da minha casa, entre a parede e o carro. Apanhei-os literalmente com a dita cuja fora das calças quando abri a janela da sala. Se ficaram envergonhados não sei, mas lá pediram desculpa, que sabiam ser incorrecto. Um ainda teve a lata de dizer "Mas eu não atinji o carro". Só lhe respondi "Era melhor, acho que não és um cão". Depois fui apanhando outros. Um deles, mais tarde, até se deu ao trabalho de vir novamente pedir-me desculpa e perguntar se eu lhe arranjava um balde com água que ele despejava no chão. Era o que faltava, fosse pedir à organização, não sou eu que tenho que arranjar isso. Aliás, eu já tinha despejado uns bons baldes em cima daquele xixi todo. No entanto, agradeci-lhe a atitude e disse-lhe que gostei que me tivesse vindo pedir uma segunda vez desculpa e que as atitudes ficam para quem as pratica, mesmo não despejando o balde a atitude por si só já é alguma coisa.

Um rapaz a quem também chamei a atenção sobre as paredes da minha casa não serem um wc é tão adulto que cada vez que passava por mim mandava-me "tomas" (🖕​). Acho isto incrivelmente adulto e só mostra como este rapaz é alguém que assume as atitudes que pratica (ironia para o caso de não entenderem).

Uma rapariga vomitou no chão mesmo em frente ao meu carro, vómito vermelho. Ou sangria ou vinho. Ou as duas coisas, e se calhar com cerveja. Sei lá. Se não aguentam para que é que abusam na bebida? Para se integrarem no grupo? Para parecerem fixes? Não consigo entender por muito que puxe pelo cérebro.

Um rapaz, a quem também chamei a atenção, mandou dois copos de plástico da cerveja para o chão e depois deu-lhes um pontapé. Não reparou que eu estava a ver. Perguntei-lhe se por acaso ele não conhece o significado de "caixote do lixo" e se em casa tem empregados. Estava com um grupo de amigos, sendo que uma das raparigas estava mal disposta, indiquei-lhe as casas de banho e que lá sempre era mais confortável do que estar sentada no chão, até porque vomitar para a sanita é mais fácil. Estes lá pediram desculpa, foram embora e não os vi mais.

Mais tarde houve até um homem que só faltou subir a minha varanda para me bater. Disse-me que se quissesse fazia ali contra a parede e não era eu que o impedia. E eu disse-lhe para fazer mas que eu não ia sair da minha janela. Fizeram vocês? Assim fez ele. Tanta garganta mas a acção ficou em casa.

A parte engraçada é que no local da festa há duas casas de banho, uma masculina e uma feminina. Eram 4 horas da manhã, vesti um fato de treino à pressa e fui falar com o responsável da festa sobre isto. Sim, porque esta situação toda de estar a servir de segurança à minha casa a "cães" de duas pernas passou-se entre as 2h30 e as 6h30 da manhã! Perguntei-lhe se não havia sinalização para aquelas casas de banho ou se elas estavam fechadas. Diz ele que há, que estão abertas e limitou-se a pedir desculpa. Pois, não foi nas paredes dele que andaram a mijar, para falar bem e rápido. Estou para ver no ano que vem.

A sorte é que é preciso poupar água, porque a minha vontade era ter puxado a mangueira e ter mandado uma mangueirada no chão onde andaram a libertar as bexigas e na areia, também ao lado da minha casa onde também andaram a libertar líquido fisiológico, e deixar aquilo tudo molhado para não irem lá meter os pés. Com sorte podia ser que refrescasse as ideias a alguém, andavam tão à verão com a ventania que estava, assim ficavam mais fresquinhos. Mas contive-me dada a situação se seca que o país e a Europa atravessam.

 

Acho impressionante, pela negativa, como a juventude - generalizando, porque como já disse, a excepção confirma a regra - está a caminhar para a irresponsabilidade e a falta de respeito e empatia para com as outras pessoas. Durante as horas todas que estive "de guarda" apenas 2-3 jovens foram respeitosos, pediram desculpa e assumiram o erro. Se estavam a ser realmente sinceros não sei, pelo menos pareceram. Mas a grande maioria foi mal educada e com uma grande falta de civismo. Não sei se por culpa dos pais - pois na minha modesta opinião parece que actualmente, desde há algum tempo, as pessoas só têm filhos por ter, porque é bonito, porque "Oh meu Deus o que dirão de mim/nós se não tiver/tivermos filhos? " - se pela constante necessidade de fazer parte do grupo, de "seguir a carneirada", de ter medo de ser excluído se não fizer o que toda a gente faz. Parece-me que infelizmente as novas gerações se estão a perder na frieza da tecnologia e a esquecer a importância do calor humano.

 

Posso estar a parecer maníaca ou algo do género apenas por causa de uma simples festa, mas não é nada disso. Por mim podiam ter estado até às 6h30 a ouvir a música do DJ não-sei-quê, desde que não venham libertar a bexiga nas paredes da minha casa. Acho que ninguém gostava que fizessem isso nas paredes suas casas ou nas frentes/traseiras dos seus carros, ou estarei enganada?

Sobre a morte

Rapariga do Campo, 15.08.22

Morreu - não gosto da palavra faleceu, desculpem a brutidade - uma amiga pela qual eu tinha um grande carinho. Uma senhora de 83 anos, avó da minha melhor amiga. A última vez que falei com ela foi quando nasceu a minha sobrinha, ao telemóvel. Não a via há bastante tempo, com a saúde frágil como ela tinha, trabalhando eu ao atendimento ao público, juntando o vírus que ainda aí anda... tive receio de lhe transmitir alguma coisa. Agora arrependo-me de não ter ido visitá-la nem que tivesse sido apenas à porta da casa dela, à distância.

Gostava, e continuo a gostar, como se de uma avó se tratasse. Ela sempre me tratou bem, abraçava-me e tratava-me com um grande carinho, dizia-me que eu era uma netinha querida. Chorei quando li aquela mensagem logo de manhã: "A avó acabou de falecer, partiu em paz". Estava eu no trabalho e comecei a chorar. Porque tinha um grande carinho por aquela senhora, e não esperava que fosse já.

A minha melhor amiga foi acusada de insensível porque não estava a chorar aos prantos. Na minha opinião, a dor não se mede pelo choro. A mãe dela achou a partida demasiado cedo, quando a senhora já tinha 83 anos e já estava debilitada, já lhe custava e se cansava bastante a andar. Estava perto de precisar de uma bengala. Algo que ela não queria usar.

A morte é muito chata, é má quando chega demasiado cedo, e igualmente má quando vem tarde, mas neste caso ela estava a começar a sofrer e foi feita a vontade dela: não ficar dependente nem agarrada a uma cama. Só resta aceitar que numa certa idade a hora chega e é melhor assim do que ver a pessoa sofrer. Falo por experiência própria. Há 12 anos perdi uma avó que ficou algum tempo acamada devido a um AVC. Não falava, não sabíamos se nos reconhecia pois quando a íamos visitar não reagia de forma alguma, nem um simples som nem um pequeno mexer da mão. Não sabíamos sequer se tinha dores. Estava simplesmente ali fisicamente. Será que ainda estava mental ou espiritualmente? Tinha 78 anos. Há 4 anos perdi um avô que começou deixar de andar, de reconhecer as pessoas. Felizmente posso dizer que sempre me reconheceu quando eu o ia visitar. Mas já não era ele, o avô bem disposto e com piadas. Era um avô que chamava e perguntava por um irmão já falecido. Tinha 81 anos.

Quando um familiar, ou uma pessoa querida, morre com uma idade já avançada só nos resta aceitar. Custa muito, dói muito. Custou-me muito perder o meu avô, pois foi mais recente, eu era muito ligada a ele. Ia vê-lo todos os dias, mas a vida é mesmo assim. A lei da vida é serem os filhos/netos a enterrarem os pais/avós e não o contrário. É mais triste serem os pais a enterrar um filho. Não podemos ser egoístas e querer alguém connosco fisicamente se a pessoa não está bem, seja física ou mentalmente.

A morte é má, sim é. Mas a morte também traz paz e tira o sofrimento. Tanto à pessoa que está doente, a sofrer com dores, como aos familiares que estão a vê-la sofrer e muitas vezes não conseguem fazer nada para ajudar.

No meio de galinhas

Rapariga do Campo, 07.05.22

Às vezes acho que trabalho no meio de galinhas e cuja maioria quer chegar ao poleiro, lugar onde nunca vão conseguir porque não têm estudos suficientes para tal. Palavras da minha chefe.

Por coisas mínimas fazem tempestades em copos de água. Outras vezes não querem dar a cara aos utilizadores com receio de ficarem mal vistas, mas o meu local já pode dar a cara. Se formos nós já não há problema nenhum.

Outras vezes são discussões em reuniões entre pessoas que não têm nada a ver com os assuntos, e falam como se tivessem metrelhadoras nas mãos não deixando sequer a outra pessoa defender-se ou dizer o que quer que seja. Isto porque são à distância, se fosse cara a cara se calhar a história era diferente.

Intrigas e mais intrigas. Imagino o mal que dizem nas costas umas das outras mas na frente são só sorrisinhos, abracinhos e beijinhos. Principalmente sobre uma das minhas colegas, a que eu mais gosto naquele local específico.

Para quê tanta falsidade e maldade? Tanta ânsia de poder, de querer mandar, de querer tudo de determinada maneira, de não aceitar opiniões. Acho que o facto de ser um departamento constituído por 95% de mulheres é o que faz com que haja tanta inveja. É sabido que, generalizando a coisa, as mulheres têm inveja umas das outras, e ali... uiiiiiii, o que não falta é inveja e mau agoiro.

Não tenho paciência para intrigas, bisbilhotices, fofocas. Falam, eu ouço, posso comentar qualquer coisa, mas sinceramente não tenho interesse nestes assuntos, em saber porque é uma pessoa subiu de posto e outra não... Não me interessa. Subiu, subiu, pronto. Foi "Factor C"? Talvez. Foi por política? Talvez. Então têm bom remédio, metam-se nisso também e pode ser que lá cheguem. Ou então vão estudar qualquer coisa, tirar um curso superior qualquer relacionado e pode que subam. Agora criar intrigas por coisas de nada? Isso é demais.