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Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Fácil para ele, mas diferente para mim

Rapariga do Campo, 24.09.23

O que pode ser fácil para nós pode não ser fácil para o outro. E o contrário também: o que pode ser fácil para o outro pode não ser fácil para nós. Não é porque moramos com os pais que temos a vida facilitada, que conseguimos poupar mais que os outros que vivem sozinhos.

Numa caminhada com um amigo que, assim como eu, também mora com os pais diz que eu consigo poupar como ele para investir num projeto mais tarde para depois ter o lucro desse investimento. O que é que ele sabe? É porque moro com os meus pais que não tenho gastos? Ele mora com os pais em que ambos trabalham. Eu moro com os meus pais em que só o meu pai trabalha, há um ano e tal que está de baixa e não tem recebido tanto como o suposto ordenado mínimo que devia ganhar. Assim sendo a quem cabe pagar boa parte das despesas da casa? Pois, a mim. E se esse meu amigo não paga nada em casa... se não contribui para as despesas de luz, água, alimentação, bom para ele. Eu não ficava bem com a minha consciência morar com os meus pais, ser a minha mãe a cozinhar e eu não pagar nada em casa, não contribuir para as despesas.

Por isso não caro amigo, não me é assim tão simples poupar para investir mais tarde nem para investir naquilo que quero. Porque entretanto há despesas para pagar em casa e nem sempre sobra grande coisa.

Falta de civismo

Rapariga do Campo, 31.08.23

Finalmente já passou a altura da festa da minha terra. Para mim é a pior altura do ano. Nem é pelo barulho até às 6h da manhã mas sim pela falta de civismo existente por parte das pessoas do sexo masculino, e às vezes até do feminino.

Se há coisa que abomino é falta de pontualidade e falta de civismo. O barulho aguenta-se. É altura de festa portanto é normal haver música e risos até altas horas. Mas virem mijar - porque é mesmo assim! - contra a parede da minha casa existindo casa de banho há 30 anos, durante o ano inteiro, no lugar onde a festa é feita? Isso é que não! Nem podem dizer que está escondida porque existe uma sinalização perfeitamente visível para as ditas cujas. Uma masculina e outra feminina. Ou quando vão a um centro comercial também fazem no primeiro sítio que aparece? Até raparigas já apanhei a agacharem-se entre a parede da minha casa e do meu carro. Não venham com a conversa das doenças porque então também não usariam os wc's dos centros comerciais, cafés ou de supermercados. Estes têm portas decentes, sanita, urinol, são wc decentes para uma terriola tão pequena como é. Mas não. Preferem armar-se em cães e despejar a bexiga contra as paredes e até portas das casas das pessoas. Da minha casa e dos meus vizinhos.

Acho uma vergonha que homens, HOMENS! Com idade para terem juízo façam coisas destas. Adolescentes é compreensível mas fogo... Gente com 20 e tal anos, com 30-40 anos, e até 60-70 anos eu apanhei a fazerem-no. Tudo gente que já devia ter um certo juízo. Porra, também gostavam que fossem fazer xixi nas paredes, portas e portões das casas deles? E ao pé dos carros? Parece que há quem se esteja a tornar como os cães. A diferença é que esses pelo menos não dão respostas tortas quando se indica onde é o wc público uma vez que a parede da nossa casa não é nenhuma casa de banho.

Parece que estou mesmo atrasada

Rapariga do Campo, 29.05.23

Conversei com uma vizinha e pelos vistos estou atrasada aqui pela terra. As pessoas da minha geração já estão, na sua maioria, casadas e com filhos. E eu aqui continuo: solteirona, sem rapaz à vista, a morar com os meus pais. Se na maioria do tempo este é um assunto que não me preocupa, outras vezes é um assunto que me entristece. Porque há momentos que gostava que a minha vida fosse ligeiramente diferente. Talvez com namorado, quase a casar, a ir viver com ele e posteriormente a planear a vinda de um filho.

Mas quis a vida que a minha vida fosse diferente. E neste momento moro com os meus pais, tenho uma rotina em que pode ser que um dia conheça alguém que se apaixone por mim e eu por ele. Pode ser que um dia tudo isto mude. Tenho outros objectivos em vista. As vidas não são nem podem ser comparáveis.

O que será feito dele?

Rapariga do Campo, 19.02.23

Passei o dia de ontem a fazer obras em casa com os meus pais mas o cansaço não me impediu de me deitar tarde para poder ver o último episódio do Masterchef. E ver ganhar aquela por quem eu tocia, a Sahima!

Só que esta manhã o meu cérebro decidiu pregar-me uma partida quando acordei: meteu-me uma pessoa no pensamento. Não sei a razão por que isso aconteceu, o que sei é que fiquei com a pulga atrás da orelha, como diz o ditado. Acordei a lembrar-me do primeiro rapaz de quem realmente gostei e ao qual nunca contei aquilo que senti por ele. Devíamos ter uns 12 ou 13 anos, coisa de crianças portanto. Depois dele, lembro-me de ter gostado de um rapaz da minha turma na altura do 9º ano, mas este que o meu cérebro foi buscar foi o primeiro que me fez sentir aquelas borboletas a voar no estômago e tudo aquilo que sentimos quando gostamos de alguém mais que uma simples amizade.

Lembro-me perfeitamente de como o conheci, nada teve a ver com a escola. Foi uma situação engraçada e é uma boa recordação que guardo uma vez que lhe perdi o rasto. Nunca fomos da mesma turma pois há uma ligeira diferença de idades e eu sempre andei um ano à frente, mudei de escola e a amizade perdeu-se.

Mesmo em redes sociais não o encontro, nunca mais o vi em lado nenhum. Já se passaram tantos anos que é possível que se tenha mudado para outro sítio, ou talvez se mantenha por cá mas nós nunca mais nos tenhamos encontrado.

Pode ser que os nossos caminhos se cruzem novamente e pode ser que falemos um com o outro se assim houver oportunidade. Senão, espero que ele esteja bem e tenha a felicidade e a saúde do lado dele, pois eram coisas que ele precisava.

Sobre a falta de respeito e civismo

Rapariga do Campo, 08.09.22

Não queria julgar toda a gente porque há sempre a excepção que confirma a regra, mas já diz o ditado que o justo paga pelo pecador. E é isto que infelizmente tenho que fazer, julgar a juventude entre os 16 e os 20 e poucos anos como umas pessoas mal formadas, mal educadas, sem civismo, sem respeito pelas outras pessoas, que não pensam que as coisas podiam ser com elas, não se metem no lugar do outro, sabendo eu obviamente que não são todos assim. Também há adultos - falo neste post dele - mas na generalidade foram só jovens, ou serão crianças que se julgam que por serem maiores de idade são alguém na vida? Se calhar até são, mas pelas atitudes demonstradas, parece-me que ainda têm bastante a crescer mentalmente. Tal como eu também tenho que crescer em certos aspectos, claro.

 

Finalmente acabou a festa da minha terra. Odeio estes dias. Odeio esta festa. Gosto da terra mas odeio quando chega esta altura. É a constante passagem de pessoas na minha rua que em dias normais é praticamente deserta. São os carros que vêm aqui estacionar como se não existissem outras ruas onde os deixar - não que me incomode os carros aqui estarem, nada disso, o que me incomoda é o barulho que eles fazem, isso sim. São os miúdos a correrem de um lado para o outro aos gritos - este ano tive que ir à rua e chamá-los à atenção sobre os gritos histéricos que eles estavam a dar quase às 2h da manhã. Porque correr e rir é uma coisa, mas berrar é outra completamente diferente. Dois dos cinco pediram desculpa, com idades quase para serem meus filhos se tivesse sido mãe super nova, tinham 13-14 anos. Depois lá continuaram a brincadeira sem histerismos.

Mas este ano... este ano superou todas as expectativas negativas. Nunca pensei que uma coisa destas me viesse a acontecer. Felizmente, para esta gente, foi comigo e não com o meu pai, senão estavam bem tramados. Numa das noites apanhei dois rapazes - sem contar com os outros que não vi - a libertarem a sua bexiga contra a parede da minha casa, entre a parede e o carro. Apanhei-os literalmente com a dita cuja fora das calças quando abri a janela da sala. Se ficaram envergonhados não sei, mas lá pediram desculpa, que sabiam ser incorrecto. Um ainda teve a lata de dizer "Mas eu não atinji o carro". Só lhe respondi "Era melhor, acho que não és um cão". Depois fui apanhando outros. Um deles, mais tarde, até se deu ao trabalho de vir novamente pedir-me desculpa e perguntar se eu lhe arranjava um balde com água que ele despejava no chão. Era o que faltava, fosse pedir à organização, não sou eu que tenho que arranjar isso. Aliás, eu já tinha despejado uns bons baldes em cima daquele xixi todo. No entanto, agradeci-lhe a atitude e disse-lhe que gostei que me tivesse vindo pedir uma segunda vez desculpa e que as atitudes ficam para quem as pratica, mesmo não despejando o balde a atitude por si só já é alguma coisa.

Um rapaz a quem também chamei a atenção sobre as paredes da minha casa não serem um wc é tão adulto que cada vez que passava por mim mandava-me "tomas" (🖕​). Acho isto incrivelmente adulto e só mostra como este rapaz é alguém que assume as atitudes que pratica (ironia para o caso de não entenderem).

Uma rapariga vomitou no chão mesmo em frente ao meu carro, vómito vermelho. Ou sangria ou vinho. Ou as duas coisas, e se calhar com cerveja. Sei lá. Se não aguentam para que é que abusam na bebida? Para se integrarem no grupo? Para parecerem fixes? Não consigo entender por muito que puxe pelo cérebro.

Um rapaz, a quem também chamei a atenção, mandou dois copos de plástico da cerveja para o chão e depois deu-lhes um pontapé. Não reparou que eu estava a ver. Perguntei-lhe se por acaso ele não conhece o significado de "caixote do lixo" e se em casa tem empregados. Estava com um grupo de amigos, sendo que uma das raparigas estava mal disposta, indiquei-lhe as casas de banho e que lá sempre era mais confortável do que estar sentada no chão, até porque vomitar para a sanita é mais fácil. Estes lá pediram desculpa, foram embora e não os vi mais.

Mais tarde houve até um homem que só faltou subir a minha varanda para me bater. Disse-me que se quissesse fazia ali contra a parede e não era eu que o impedia. E eu disse-lhe para fazer mas que eu não ia sair da minha janela. Fizeram vocês? Assim fez ele. Tanta garganta mas a acção ficou em casa.

A parte engraçada é que no local da festa há duas casas de banho, uma masculina e uma feminina. Eram 4 horas da manhã, vesti um fato de treino à pressa e fui falar com o responsável da festa sobre isto. Sim, porque esta situação toda de estar a servir de segurança à minha casa a "cães" de duas pernas passou-se entre as 2h30 e as 6h30 da manhã! Perguntei-lhe se não havia sinalização para aquelas casas de banho ou se elas estavam fechadas. Diz ele que há, que estão abertas e limitou-se a pedir desculpa. Pois, não foi nas paredes dele que andaram a mijar, para falar bem e rápido. Estou para ver no ano que vem.

A sorte é que é preciso poupar água, porque a minha vontade era ter puxado a mangueira e ter mandado uma mangueirada no chão onde andaram a libertar as bexigas e na areia, também ao lado da minha casa onde também andaram a libertar líquido fisiológico, e deixar aquilo tudo molhado para não irem lá meter os pés. Com sorte podia ser que refrescasse as ideias a alguém, andavam tão à verão com a ventania que estava, assim ficavam mais fresquinhos. Mas contive-me dada a situação se seca que o país e a Europa atravessam.

 

Acho impressionante, pela negativa, como a juventude - generalizando, porque como já disse, a excepção confirma a regra - está a caminhar para a irresponsabilidade e a falta de respeito e empatia para com as outras pessoas. Durante as horas todas que estive "de guarda" apenas 2-3 jovens foram respeitosos, pediram desculpa e assumiram o erro. Se estavam a ser realmente sinceros não sei, pelo menos pareceram. Mas a grande maioria foi mal educada e com uma grande falta de civismo. Não sei se por culpa dos pais - pois na minha modesta opinião parece que actualmente, desde há algum tempo, as pessoas só têm filhos por ter, porque é bonito, porque "Oh meu Deus o que dirão de mim/nós se não tiver/tivermos filhos? " - se pela constante necessidade de fazer parte do grupo, de "seguir a carneirada", de ter medo de ser excluído se não fizer o que toda a gente faz. Parece-me que infelizmente as novas gerações se estão a perder na frieza da tecnologia e a esquecer a importância do calor humano.

 

Posso estar a parecer maníaca ou algo do género apenas por causa de uma simples festa, mas não é nada disso. Por mim podiam ter estado até às 6h30 a ouvir a música do DJ não-sei-quê, desde que não venham libertar a bexiga nas paredes da minha casa. Acho que ninguém gostava que fizessem isso nas paredes suas casas ou nas frentes/traseiras dos seus carros, ou estarei enganada?

Seria tentativa de assédio?

Rapariga do Campo, 26.09.21

Fui fazer uma caminhada na minha terra, que não é muito grande. Vou até ao final dela, quase até chegar à estrada nacional e depois volto para cima. Neste regresso passo por um senhor, com idade para ser meu avô, e digo "bom dia" como faço sempre com todas as pessoas com quem me cruzo, independentemente se as conheço ou não. O senhor retribui e acrescenta "Não queres ir um bocadinho até lá mais abaixo?", páro afastada dele e respondo "Não, não gosto dessas coisas". Viro costas, continuo a subir a rua e uns passos mais à frente vejo o homem atravessar a estrada nacional. Não sei para onde ia. Só sei que fiquei com a sensação de que aquele homem, com idade para ser meu avô, estava a tentar assediar-me e que se eu tivesse ido com ele era provável que algo de mau acontecesse.