Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Everything is a Choice

ūüćÄ Escolho a paz e a harmonia pois √© o melhor para mim! ūüćÄ

Everything is a Choice

ūüćÄ Escolho a paz e a harmonia pois √© o melhor para mim! ūüćÄ

Retoma de h√°bitos

Rapariga do Campo, 05.07.23

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, diz o ditado. E mudam-se os hábitos também. E vícios, talvez. Comecei a achar que estava a ficar com um hábito demasiado grande e negativo ao final do dia após o jantar: estar no telemóvel em jogos e no Instagram que criei para seguir os youtubers que gosto de ver. Percebi que estava a tornar-se um vício e que quase não passava sem ver o que X e Y tinham publicado nas histórias.

N√£o fui radical ao ponto de apagar a conta como fiz h√° uns anos com a conta pessoal porque gosto destas pessoas uma vez que elas transmitem diversos ensinamentos desde a sa√ļde e do exerc√≠cio f√≠sico ao desenvolvimento pessoal e espiritual, e porque entendi que existem outros m√©todos mais simples que podem ser usados na nossa rotina. Neste caso √© a altera√ß√£o do h√°bito. Se estava habituada a jantar e depois sentar-me no sof√° com o telem√≥vel na m√£o e ficar ali at√© me ir deitar, decidi trocar o objecto. Agora sento-me com um livro e estou a retomar o h√°bito da leitura que eu tanto tive h√° tempos atr√°s em que devorava livros. E estou a gostar muito desta mudan√ßa de h√°bito, sinto que est√° a fazer-me muito bem √† cabe√ßa e ao esp√≠rito. J√° consegui ler um livro e neste momento estou a ler outro que j√° tinha come√ßado h√° algum tempo e tinha deixado logo no seu in√≠cio.

√Č preciso for√ßa de vontade, determina√ß√£o e foco. Mas com esfor√ßo tudo se consegue. √Č s√≥ deixar o telem√≥vel na mesa longe do nosso alcance e sentarmo-nos no sof√° mergulhando no livro e ficarmos por l√°.

Voltar

Rapariga do Campo, 22.02.22

Vou voltar. Vai ser um regresso monetariamente caro no início mas que a longo prazo dará os seus frutos. Foi preciso pesar os prós e contras, porém vendo logo numa primeira perspectiva acho que são mais os prós do que os contras.

 

Prós

1. Deixar de ter uma vida de casa-trabalho, trabalho-casa.

2. Voltar a conviver com pessoas que não sejam apenas a minha família, colegas de trabalho e clientes.

3. Fazer exercício ao mesmo tempo que convivo com outras pessoas diferentes.

4. O gin√°sio ser do outro lado da rua, e estar literalmente a menos de 2 minutos do lugar onde trabalho.

5. N√£o ter que me preocupar com o lugar para estacionar porque posso deixar o carro onde o estaciono durante todo o dia.

6. Ao voltar vou melhorar a minha sa√ļde porque desde que mudei de trabalho sinto que estou demasiado sedent√°ria, apesar das caminhadas p√≥s-almo√ßo.

7. Estou a ficar com demasiada barriga. A roupa de ver√£o que tenho em casa n√£o me serve. J√° vou ter que ir comprar alguma, mas tenho l√° camisas que gosto por isso preciso de emagrecer.

8. Ter oportunidade de conhecer algum rapaz interessante, porque duvido que isso vá acontecer na aplicação onde me meti. Essas coisas não são para mim. Não tenho mesmo paciência para conversas forçadas.

9. Poder e conseguir emagrecer, e assim voltar a sentir-me bem com o meu corpo e voltar a gostar dele... infelizmente tenho vindo a deixar de gostar muito por causa desta barriga que tenho vindo a ganhar.

 

Contras

1. Pelas pesquisas que fiz acho que j√° n√£o h√° a aula de grupo que eu mais gostava antes de a pandemia ter aparecido.

2. Confiar no dono do gin√°sio mas n√£o confiar nas pessoas que l√° v√£o.

3. Ainda haver demasiados casos do vírus nas freguesias e no concelho onde vivo.

 

Meio-termo

1. Daqui a 2-3 meses o meu horário de trabalho muda e passo a sair mais tarde por ser verão, o que significa que se for ao ginásio chego também mais tarde a casa... e eu não gosto de chegar demasiado tarde a casa, vá-se lá saber porquê, sinto que perdi tempo de descanso. No entanto, quando o verão acabar o horário muda outra vez e volto a sair mais cedo por isso este ponto nem é carne nem é peixe.

 

A d√ļvida fulcral

1.¬†A mensalidade. Em duas perspectivas: o contra √© que sem fideliza√ß√£o, que era o que eu estava a pensar porque a qualquer momento podem mudar-me de local de trabalho mas mantendo as fun√ß√Ķes, s√≥ que √© algo que tamb√©m pode nunca vir a acontecer¬†-¬†√© em torno de 40 euros. Com fideliza√ß√£o s√£o 30 euros se optar por aqui apenas poderei ir nas folgas (dois dias por semana) se alguma vez mudar de posto trabalho, se nunca mudar irei todos os dias em que for trabalhar. A quest√£o √©: e se eu nunca mudar de lugar e sempre me mantiver ali? Vou estar a pagar 10 euros a mais "para o boneco". Ao fim de um ano ser√£o 120 euros. O que tamb√©m posso fazer √© perguntar ao dono, se alguma vez esta situa√ß√£o acontecer, como √© que ela pode ser contornada, se posso passar a ter a outra modalidade existente que √© a ida de duas vezes por semana que s√£o 26 euros. Sempre s√£o menos 4 euros que a fideliza√ß√£o.

 

Resumindo. Inicialmente estava mesmo convencida em escolher a opção sem fidelização mas depois de meter as ideias "no papel" (que é como quem diz no blog) acho que vou mesmo optar pela fidelização. São menos 10 euros e esse dinheiro dá para outra coisa, nomeadamente combustível. Ah, e para não falar, que ainda é preciso pagar a inscrição e o seguro que são mais 40 euros. Este mês vai ser um tombo na minha carteira mas é por uma boa causa! Eu também preciso de ver que é raro gastar dinheiro comigo. Estou sempre comprar coisas para casa, alimentação, pagar as despesas, mas coisas mesmo para mim só livros e é raro por isso acho que mereço.

 

Quem ficou muito contente quando contei sobre esta ideia foi a minha psicóloga. Ela está sempre a insistir comigo para mudar a minha rotina, para passear e sair de casa. Pois bem, aqui está uma pré-mudança. Neste momento só falta mesmo ir preencher a ficha, entregar os papéis, fazer o pagamento, e começar a treinar.

 

E eu estou felicíssima com esta decisão! Acho que há algum tempo que não estava assim tão entusiasmada. Tenho a certeza que me vai fazer bem aos três corpos: físico, mental e espiritual. E que cada vez que sair de lá, poderei sair fisicamente cansada mas com uma energia mental e espitirual revigorada. 

Chorar sobre o leite derramado

Rapariga do Campo, 03.04.21

Quando andava na escola, tanto b√°sica como secund√°ria, nunca quis ter actividades extra-curriculares. A √ļnica que tive foi no 9¬ļ ano por insist√™ncia da minha professora de Portugu√™s. Teatro, para apresenta√ß√£o no final do ano lectivo para angariarmos dinheiro para a viagem de finalistas da minha turma. Ela insistiu que eu era a pessoa indicada para fazer um dos pap√©is principais. Embora houvesse uma rapariga que quisesse fazer esse papel a professora queria que fosse eu a interpret√°-lo, e eu l√° aceitei. No final acabei por gostar bastante da experi√™ncia. Fora isso nunca tive mais nada.

Hoje, com 27 anos, arrependo-me um pouco de n√£o ter querido fazer nada quando era crian√ßa e adolescente. Vejo uns desenhos animados na RTP2 ao final do dia sobre um rapaz que tem aulas de piano, Max e o Maestro, e meto-me a pensar como estaria eu se na idade daquele mi√ļdo tivesse tido aulas de qualquer coisa, piano, guitarra ou outra coisa qualquer. Mas depois lembro-me que nesta terra a √ļnica coisa que havia era o rancho¬†folcl√≥rico e eu nunca achei piada nenhuma a isso quando ia √†s festas da terra.

Também, por vezes, me meto a pensar que podia ter-me esforçado mais na escola. Nunca chumbei mas também nunca fui aluna de cincos nem de dezoitos. Era mediana. No básico estive sempre no quadro de empenho e dedicação mas nunca cheguei ao de excelência. Nunca ambicionei ser a melhor da turma ou da escola ou do que quer que fosse. Ficava feliz por passar de ano e por não ter negativas. Mas podia ter-me esforçado mais, principalmente em Inglês. Culpo um pouco os professores que tive nessa língua. Nas aulas eles pareciam que estavam a fazer um frete, não mostravam o gosto pela língua inglesa. Talvez por isso eu na altura também não ficasse entusiasmada com a disciplina. A culpa não era deles e sim minha. Lá porque eles não mostravam interesse eu podia ter-me interessado mais por inglês - e pelas outras disciplinas todas. Hoje vejo a falta que a língua me fez tanto na universidade como actualmente.

Colegas de trabalho dizem-me que quando os ginásios reabrirem eu devia voltar para lá para não ter rotina de casa-trabalho-casa e ter algo extra para desanuviar a cabeça. Em parte concordo com elas, mas por outro lado não sei se tenho novamente paciência para ir para lá depois de 8h passadas ao sol. Eu adorava as aulas de zumba, houve uma altura que ia ao ginásio apenas para essas aulas. Nem sei se vão voltar a haver essas aulas, uma das instrutoras teve bebé pois isso... Também há karaté numa associação daqui. Às 21h30, na terra onde trabalho. Saio às 18h, não vou estar a ir para casa para depois ter que sair outra vez e voltar para casa novamente, ainda é meia hora de caminho. A brincar, perdia logo uma hora e meia de vida (mais combustível que não está nada barato). Se fosse logo às 18h30 como era o zumba, aí sim... Mas a vida não é perfeita e por enquanto só resta esperar para ver como as coisas se vão desenvolver em relação à pandemia...

√Č como diz aquele ditado: n√£o vale a pena chorar sobre o leite derramado. O passado est√° no passado e n√£o se pode mudar. Hoje quero aprender ingl√™s e estou a esfor√ßar-me. N√£o tenho ningu√©m com quem partilhar o estudo mas acredito que consigo aprender sozinha. Existem imensos canais no youtube e livros, por isso n√£o h√° desculpas. Quanto √† actividade extra, um dia hei-de encontrar alguma. Gostava de aprender alguma coisa - al√©m do ingl√™s -, ando em busca de algo e esse algo h√°-de aparecer. E h√°-de ser uma actividade que irei adorar, como o zumba.

Até lá, não vale a pena estar com arrependimentos porque o que está feito feito está e por isso é investir no agora as coisas que ainda vamos a tempo de fazer.