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Everything is a Choice

🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

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🍀 Escolho a paz e a harmonia pois é o melhor para mim! 🍀

Será uma espécie de bullying laboral?

Rapariga do Campo, 12.09.22

É o que eu acho que estão a fazer com o meu pai e eu não sei o que fazer para conseguir ajudá-lo.

Desde há uns bons anos que ele começou a sofrer de depressão e aí começou com medicação. E agora parece que a dita cuja está a dar de si outra vez, quiçá a piorar. Penso, pelo que ele conta, por culpa dos colegas dele. Eu não vejo, é verdade, mas não tenho por que não acreditar no que o meu pai diz.

Esteve de férias e desde que voltou ao trabalho que tudo mudou. Os colegas dele viram-lhe a cara, embora o cumprimentem parece-lhe que é de má vontade. Sentavam-se ao pé dele à refeição e agora ninguém se senta ao pé dele. Ele está num sítio a fazer o serviço dele, a uns metros estão colegas a cochicharem e a rirem-se olhando para ele. Até os chefes têm agido de maneira diferente com ele. E ele não faz ideia do porquê, não quer perguntar porque tem medo de dizer alguma coisa de errado, de se exaltar e correr o risco de ser levado aos superiores e vir para o olho da rua. Ele até diz "Se calhar é o que querem, andam a fazer isto comigo porque sou efectivo e querem meter os efectivos a andar para ficarem só com temporários para pagarem menos aos empregados".

Como é que alguém se sentiria num ambiente assim? Eu não me sentiria bem. E o meu pai não se sente bem, por muito forte que ele seja fisicamente sei que ele não é assim tão forte mentalmente. Vai-se abaixo com facilidade. Não consegue lá estar. Não consegue trabalhar, e agora quer ir ao médico para ter baixa novamente. Só que já esteve de baixa antes das férias, vamos lá ver se a médica a pode passar, senão não sei como será.

E eu como filha não sei o que fazer. A minha vontade é aparecer lá e perguntar àquelas pessoas o que é o meu pai lhes fez para elas agora o olharem de lado, para se rirem dele e não o tratarem como antes. Mas não posso. Não posso porque isso iria ferir o ego masculino do meu pai e porque não me deixariam entrar. Não conheço as pessoas por isso nunca daria. A única coisa que posso fazer é dizer boas palavras ao meu pai, tentar fazê-lo mudar o seu pensamento. Fazê-lo perceber que não é a fugir de lá, a não ir trabalhar que as pessoas vão mudar e deixar de o tratar como tratam. Mas não sou eu que sinto o que ele sente.

Voltar

Rapariga do Campo, 22.02.22

Vou voltar. Vai ser um regresso monetariamente caro no início mas que a longo prazo dará os seus frutos. Foi preciso pesar os prós e contras, porém vendo logo numa primeira perspectiva acho que são mais os prós do que os contras.

 

Prós

1. Deixar de ter uma vida de casa-trabalho, trabalho-casa.

2. Voltar a conviver com pessoas que não sejam apenas a minha família, colegas de trabalho e clientes.

3. Fazer exercício ao mesmo tempo que convivo com outras pessoas diferentes.

4. O ginásio ser do outro lado da rua, e estar literalmente a menos de 2 minutos do lugar onde trabalho.

5. Não ter que me preocupar com o lugar para estacionar porque posso deixar o carro onde o estaciono durante todo o dia.

6. Ao voltar vou melhorar a minha saúde porque desde que mudei de trabalho sinto que estou demasiado sedentária, apesar das caminhadas pós-almoço.

7. Estou a ficar com demasiada barriga. A roupa de verão que tenho em casa não me serve. Já vou ter que ir comprar alguma, mas tenho lá camisas que gosto por isso preciso de emagrecer.

8. Ter oportunidade de conhecer algum rapaz interessante, porque duvido que isso vá acontecer na aplicação onde me meti. Essas coisas não são para mim. Não tenho mesmo paciência para conversas forçadas.

9. Poder e conseguir emagrecer, e assim voltar a sentir-me bem com o meu corpo e voltar a gostar dele... infelizmente tenho vindo a deixar de gostar muito por causa desta barriga que tenho vindo a ganhar.

 

Contras

1. Pelas pesquisas que fiz acho que já não há a aula de grupo que eu mais gostava antes de a pandemia ter aparecido.

2. Confiar no dono do ginásio mas não confiar nas pessoas que lá vão.

3. Ainda haver demasiados casos do vírus nas freguesias e no concelho onde vivo.

 

Meio-termo

1. Daqui a 2-3 meses o meu horário de trabalho muda e passo a sair mais tarde por ser verão, o que significa que se for ao ginásio chego também mais tarde a casa... e eu não gosto de chegar demasiado tarde a casa, vá-se lá saber porquê, sinto que perdi tempo de descanso. No entanto, quando o verão acabar o horário muda outra vez e volto a sair mais cedo por isso este ponto nem é carne nem é peixe.

 

A dúvida fulcral

1. A mensalidade. Em duas perspectivas: o contra é que sem fidelização, que era o que eu estava a pensar porque a qualquer momento podem mudar-me de local de trabalho mas mantendo as funções, só que é algo que também pode nunca vir a acontecer - é em torno de 40 euros. Com fidelização são 30 euros se optar por aqui apenas poderei ir nas folgas (dois dias por semana) se alguma vez mudar de posto trabalho, se nunca mudar irei todos os dias em que for trabalhar. A questão é: e se eu nunca mudar de lugar e sempre me mantiver ali? Vou estar a pagar 10 euros a mais "para o boneco". Ao fim de um ano serão 120 euros. O que também posso fazer é perguntar ao dono, se alguma vez esta situação acontecer, como é que ela pode ser contornada, se posso passar a ter a outra modalidade existente que é a ida de duas vezes por semana que são 26 euros. Sempre são menos 4 euros que a fidelização.

 

Resumindo. Inicialmente estava mesmo convencida em escolher a opção sem fidelização mas depois de meter as ideias "no papel" (que é como quem diz no blog) acho que vou mesmo optar pela fidelização. São menos 10 euros e esse dinheiro dá para outra coisa, nomeadamente combustível. Ah, e para não falar, que ainda é preciso pagar a inscrição e o seguro que são mais 40 euros. Este mês vai ser um tombo na minha carteira mas é por uma boa causa! Eu também preciso de ver que é raro gastar dinheiro comigo. Estou sempre comprar coisas para casa, alimentação, pagar as despesas, mas coisas mesmo para mim só livros e é raro por isso acho que mereço.

 

Quem ficou muito contente quando contei sobre esta ideia foi a minha psicóloga. Ela está sempre a insistir comigo para mudar a minha rotina, para passear e sair de casa. Pois bem, aqui está uma pré-mudança. Neste momento só falta mesmo ir preencher a ficha, entregar os papéis, fazer o pagamento, e começar a treinar.

 

E eu estou felicíssima com esta decisão! Acho que há algum tempo que não estava assim tão entusiasmada. Tenho a certeza que me vai fazer bem aos três corpos: físico, mental e espiritual. E que cada vez que sair de lá, poderei sair fisicamente cansada mas com uma energia mental e espitirual revigorada. 

Grata pela rapidez e simpatia

Rapariga do Campo, 09.06.21

Liguei para um Hospital da CUF para marcar uma consulta. Não havia vaga para uma data próxima, apenas havia para Outubro. Pedi para verem em outro hospital das redondezas e também não havia vaga. Pedi para me colocarem na agenda do médico e dei o número de telemóvel da minha mãe pois não ando com o telemóvel no trabalho nem tenho rede e podiam ligar-me na próxima semana.

Cerca de 20 minutos depois de ter terminado a chamada com uma rapariga bastante simpática e atenciosa, o telemóvel da minha mãe tocou. Era um número desconhecido. Quem era? Uma senhora, também ela muito simpática, do Hospital da CUF para o qual eu tinha ligado minutos antes. Eu tinha tido a outra consulta em outro hospital por isso ela fez a minha ficha neste hospital que me fica mais próximo, e conseguia até arranjar-me uma vaga para hoje mesmo. Só que hoje eu não tenho os exames que o médico me mandou fazer. Só os farei no final deste mês e por isso ela conseguiu uma vaga para o começo de Agosto. Maravilhoso! Porque tenho um exame no começo de Julho e assim tenho o tempo necessário para poder ir buscá-lo ou para mo enviarem para casa.

No final da chamada fiquei bastante agradecida. Pela simpatia das senhoras que me atenderam e por ter conseguido uma vaga de consulta para daqui a dois meses ao invés de quatro, mas principalmente por ter sido atendida, ainda que telefonicamente, por duas pessoas muito simpáticas e pela rapidez com que voltaram a contactar-me.

Tenho que ir ao mercado negro

Rapariga do Campo, 25.05.21

Chamem-me burra, parva ou estúpida, mas a verdade é que eu não fazia a mínima ideia do preço de um exame que tenho que fazer. Marquei-o numa clínica e não me ocorreu perguntar o valor. Como tenho um seguro de saúde supus que a coisa não fosse muito cara. Hoje fui lá para o fazer e tchanan! Pedem-me 154 euros por uma ressonância magnética. Fiquei completamente de boca aberta. Liguei para a minha seguradora, a rapariga que me fez o seguro tinha-me dito que os exames nunca ficariam acima dos 100 euros, mas claro que me vieram com a conversa de as ressonâncias serem exames caros e que eu devia ter perguntado o valor do exame quando fiz a marcação. Pois devia. Também devia ser rica em dinheiro e não sou.

É óbvio que não fiz o exame. Não tinha nem tenho esse dinheiro neste momento.

Agora ando aqui a pesquisar clínicas ao redor de onde moro, em busca de um sítio onde tenham acordo com a minha seguradora e que simultaneamente não me cobrem um rim pelo exame. Quase que vale ir ao mercado negro vender um rim e parte do meu intestino, não preciso de uma coisa tão comprida. Com sorte e com a guerra lá nas Áfricas às tantas ainda consigo um bom dinheiro, os preços destas coisas podem ter inflacionado. Sim, porque a ressonância sem seguro são à volta de 300 euros, e outro exame que tenho que fazer também são 300 e tal euros, sendo que com sorte, o seguro cobre metade da despesa.

Ao que parece, metade no meu gigante ordenado mínimo vai ter que ir para dois exames que, às tantas, não vão acusar nada do que é suposto. E não me posso esquecer de juntar o valor da consulta no privado porque os médicos do público dão a entender que não tenho nada. Enfim! É preciso é ter saúde.

Um TPC difícil

Rapariga do Campo, 21.04.21

Esta semana a minha psicóloga mandou-me fazer um trabalho de casa. Escrever numa folha onde quero estar pessoal e profisionalmente daqui a 10 anos. Ou onde não quero estar... Já tenho umas pequenas ideias, mas nada de concreto. Para uma pessoa que está com o GPS da vida avariado uma tarefa destas não é muito fácil... mas também não é impossível. Por isso hei-de levar alguma coisa que se aproveite.

A roubalheira e a má arte

Rapariga do Campo, 29.03.21

Tive uma consulta no Hospital CUF Desobertas. Não foi fácil consegui-la mas foi possível. Tive que ir cedo porque desde onde moro até Lisboa ainda é um bocado, e a consulta era ao final do dia. E já se sabe como é o trânsito ao final do dia nas entradas e saídas da capital.

Experimentámos entrar no parque do hospital. Pago, obviamente. Além da roubalheira de ter pago 0,70 cêntimos por 15 minutos em que estive mais à procura de lugar do que propriamente estacionada, constatei que realmente o ser humano é muito atrasado na arte de bem estacionar. Ora são eles estacionados na diagonal ora são eles estacionados no meio da linha divisória dos lugares, ambos ocupando dois lugares. Não é de admirar que o parque diga que está livre mas não existam lugares vazios. Pudera! Com carros a ocuparem dois lugares é fácil aquilo encher mas o sensor dizer que está livre.

Saímos. Ia pagar 10 euros (máximo do parque) e ia estar à esturra do sol nas duas horas que tive que esperar até à hora da consulta. Sim, eu cheguei à CUF duas horas antes da consulta com medo de apanhar trânsito e chegar atrasada. Andámos para lá às voltinhas e encontrámos um lugar à sombra de um prédio. Inicialmente nem se era para tirar bilhete no parquímetro, mas por via das dúvidas meteu-se uma moeda de 2 euros que deu para aguentar até quase à hora da consulta.

Naquelas duas horas e pouco que ali estivemos foram só infracções. Aqui numa santa terra multam por tudo e por nada. Ali era vê-los fazer inverssão de marcha por cima de traços contínuos e nada. E com um polícia ali mesmo ao pé, à entrada de uma obra. Não foram duas ou três pessoas a fazer isso. Naquele espaço de tempo foram umas 10 à vontade! Mas aposto que se tivessemos tido a infeliz ideia de fazer o mesmo... ui! Era multa certa, de certeza!

Estas coisas de infringir regras e de estacionar mal não são para mim. Já a roubalheira dos parquímetros... Que remédio. Quando tem que ser, tem que ser.

0,85 €

Rapariga do Campo, 18.02.21

Fui ao hospital a uma consulta. Felizmente tudo pacato, tudo calmo, poucas pessoas na sala de espera, tudo de máscara  Ia ler um pouco o livro que ando a ler mas uma senhora de 81 anos meteu conversa comigo. Não resisti e falámos um bocadinho de como as pessoas com uma idade avançada não deviam ir ao médico sozinhas porque por vezes não sabem onde são os gabinetes e não há quem as ajude. Pelo menos era assim que ela se sentia. Tinha-se enganado no piso e tinha tirado a senha de consulta no piso de cima em vez de ser naquele onde estavamos. Pelos vistos disseram-lhe que aquele número servia na mesma, mas ela sentia-se enganada porque já estava há muito tempo à espera e não aparecia nada com as letras da senha dela. Ia ajudá-la a ir ao balcão para saber o porquê da demora mas o número da minha senha apareceu no ecrã e lá fui eu. Nem 10 minutos estive com o médico, deu-me alta, deu-me as análises que eu tinha feito, disse-me mais uns cuidados a ter e pronto. Fim. Ainda lhe disse "Então até à próxima doutor, salvo seja" ao que me responde "Esperemos que não". Quando saí a senhora já não estava lá. Felizmente já tinha sido chamada, espero que ela melhore. Lá vim eu embora.

Paguei 0,85 cêntimos do parque. Acho que nunca tinha pago tão pouco em alguma coisa naquele hospital. E no parque... ui. A sorte é que aquilo a partir dos 5 euros já não cobra mais. Mas 0,85 cêntimos fica para a minha história, duvido que um dia vá bater esse recorde  a ver vamos.